Here you can see all the latest information on Culture. When there are any changes in the winds of Portugal or there is a good offer on you can find out the details on this page, of one's perfect Hanamelers, i mean a jew with sympathetic notion of his culture that cultivates a critical distance to civilian disrupcy of the other. I will also stay much obliged to any letters and remarks made to me on this page. Give me ever your notices each birthday. I will leave your messages on my soul.

quinta-feira, julho 14, 2005

Change Hatikva


The Knesset is thinking about changing the Israeli national anthem, Hatikva, and I'm all for it. It's not that I do not like Hatikva--as a Jew, it has special significance to me. It expresses my historical consciousness and the depths of my love for self-determination. But no less high a value is that of inclusiveness for all citizens who choose to give their loyalty to the State, stemming from another Jewish value--that of remembering how it is to be a stranger in Egypt.
There is no reason that the Druze or Bedouin who lay down their lives to serve this country should continue to feel alienated from its anthem. Yes, it should continue to be a Jewish State--expressing the hopes, dream and character of the Jewish people just like other States maintain their culture and national legacy--but the anthem itself should search deeper into the essence of the Jewish worldview in order to find a formulation that maintains our ties to those who join with us in common destiny.

quinta-feira, maio 19, 2005

A Torá desde Jerusalém

Parashá Behar

Livro Vayikra/ Levitico 25:1 al 26:2

21 de Mayo de 2005 - 12 de Iyar 5765

Resumo da Parashá

Estando o Povo de Israel no Monte de Sinai, o Todopoderoso disse a Moshé que lhes transmitisse que quando tomassem possessão da terra de Canaã, deviam deixar descansar a terra um ano depois de cada seis anos de sementeira. O sétimo ano seria Shabat para a terra (shemitá) no qual não se deveriam semear os campos nem podar os vinhedos.

Também disse o Eterno que em cada cinquenta anos, os Benei Israel deveriam observar o jubileu (iovel), que começa em Yom Kipur e durante esse ano não se semeavam os campos e se colocavam em liberdade os escravos hebreus e todas as terras deveriam ser devolvidas aos donos originário.

Se um proprietário vendesse a terra por razões de pobreza, a fazenda podia ser resgatada por um parente do dono original ou este mesmo.

Se alguém devia vender uma propriedade situada numa cidade amuralhada, para resgatá-la, tinha que esperar um ano, enquanto que, se estivesse situada em aldeias ou cidades separadas para os levitas, voltavam aos seus donos durante o período do jubileu.

Se um judeu emprestasse dinheiro a outro judeu pobre, não devia cobrar-lhe juros. Se o necessitado se visse na necessidade de vender-se como servo, o amo judeu deveria considerá-lo com respeito e pô-lo em liberdade durante o iovel. Um parente adinheirado podia resgatar o servo judeu, pagando ao amo uma quantidade de dinheiro sobre a base dos anos que faltavam até ao jubileu.

Comentário sobre a Parashá

“Diz aos Filhos de Israel...” (Vayikrá 25:2)

A parashá desta semana começa por dizer o seguinte: “E falou o Eterno a Moshé de Sinai...”, ao que perguntaram aos nossos Sábios: Porquê a Torá esclareceu que este preceito foi dito a Moshé no Monte de Sinai, por acaso não lhe foi entregue todos os preceitos no Monte de Sinai? Ao que os nossos Sábios responderam: para ensinar-nos que, tal como foram explicados todos os detalhes do ano sabático, “Shemitá”, com todas as suas obrigações, também foram ordenados todos os preceitos com detalhes do Monte de Sinai, da boca do Todopoderoso. Este conceito é a base de toda a nossa Torá! Cada letra, cada preceito, foram determinados directamente por Hashem no Monte de Sinai diante de todo o povo.

A veracidade e autenticidade da Torá, fixaram-se nisso, em que foi entregue directamente diante de todo o povo, não por meio de intermediários nem por um grupo selecto de intelectuais. A obrigação por excelência é o estudo da Torá todos temos, não somente a possibilidade senão a obrigação de chegar ao nível de um profeta como chegou Moshé no Monte de Sinai. Moshé não foi um super dotado em nenhum conceito, senão apenas em humildade: “E Moshé é muito humilde”.

“...Quando venhas à Terra que Eu te entrego, descansará a terra “Shabat” ao Eterno. Até a Terra deve cumprir com a obrigação do Shabat (no Sábado semanal, senão o Sábado da “Shemitá”, cada sete anos), pois o cumprimento das obrigações do Shabat, são o testemunho de que reconhecemos o Criador de todo o Universo. “Pois Minha é toda a terra...”

“Seis anos semearás a terra... e ao sétimo ano Shabat Shabaton será para a terra, Shabat, Shabat para o Eterno, não semearás... E será o Shabat da terra para que comas tu, o teu servo, a tua serva, o teu empregado e o residente na terra que habitam contigo...” Com esta obrigação o Criador quer ensinar-nos que é Ele que na verdade alimenta todo o Universo.

“E se perguntas: que comeremos no sétimo ano já que não semearemos a terra e não recolheremos a nossa colheita? E obrigarei a Minha bênção no sexto ano e fará a colheita para três anos.

A Torá continua e ensina-nos as obrigações que temos no que respeita às diferentes propriedades de casas, assim como as obrigações que temos para com os servos, ao que perguntaram os nossos Sábios que relação existe entre o ano Sabático e a propriedade de casas e a posse de servos, ao que responderam: “Quem não teve confiança na promessa Divina e não respeitou as obrigações do ano Sabático, no final não terá que vender as suas casas... até que tenha que vender-se como servo para poder substituir”.

Entre os conceitos mal entendidos nas últimas gerações pelos não estudantes da Torá, encontra-se o conceito de “servo” da Torá. A imagem do escravo dos filmes martela-nos com a pergunta: Como é que a Torá pode permitir uma injustiça social como essa? Por acaso não somos todods feitos pelo mesmo Criador? A mera pergunta demonstra o descontentamento de quem a formula, já que o Talmud expressa:Todo aquele que adquire um servo, está a adquirir um dono!. As obrigações que adquire o dono com o seu servo, converte-o em seu servo. Asim determinou a Torá: Não o pode obrigar a trabalhar “befarech”, comentando os nossos Sábios: naquilo em que não está acostumado a fazer, qualquer trabalho depreciativo tal como levar ferramentas atrás dele, demonstraria a sua situação de servo, qualquer trabalho inecessário ele está proibido dar-lho para fazer. Se o facto decarregar ferramentas atrás de si é depreciativo e aquele que não está acostumado a fazê-lo está proibido e o inecessário não é correcto dar-lhe a fazer, não parecia bem que o senhor teria que abrir um escritório de emprego para lhe procurar um trabalho que ele possa aceitar? As leis do desemprego mais socialistas do século XXI não chegaram a comparar-se com as leis de há 3000 anos da Torá.

A Halachá determina as relações humanas com a que me obrigo ao adquirir um servo: comerá na mesa do senhor, assim como dormirá como ele... chegando, no caso de impossibilidade, a que o servo se converta em dono do seu senhor: “E quando saia de tua casa não saíra vazio, senão que compartirás com ele, a benção com a qual te bendisse o Todopoderoso...” Não o despedirás vazio!.

Sómente quem não tem conhecimento da Torá pode suspeitar como fora do tempo, a Torá. “Fixou-se na Torá e fez o mundo”. O Universo com toda a sua criação, foi criado com base na Torá pelo que não pode encontrar-se nela nenhuma incoerência com o que foi criado, senão, uma falta de conteúdo da Torá é a que nos leva a pensar que a Torá pudesse ser incompatível com o mundo moderno, baseado no conhecimento das ciências e nos sentimentos humanos.

Shabat Shalom

Rab. Shlomó Wahnón

terça-feira, maio 10, 2005

O Messias

Moshiach

What is the Jewish Concept of the Moshiach? The traditional opinion was best expressed by Moses Maimonides, the Rambam, who said the following about the Moshiach (Messiah):
"If a king will arise from the House of David who is learned in Torah and observant of the mitzvot [the Torah's commandments], as prescribed by the written law and the oral law, as David his ancestor was, and will compel all of Israel to walk in [the way of the Torah] and reinforce the breaches [in its observance]; and fight the wars of G-d, we may, with assurance, consider him the Moshiach.
"If he succeeds in the above, builds the Temple in its place, and gathers the dispersed of Israel, he is definitely the Moshiach....
"If he did not succeed to this degree or he was killed, he surely is not [the redeemer] promised by the Torah. [Rather,] he should be considered as all the other proper and complete kings of the Davidic dynasty who died. G-d only caused him to arise in order to test the many, as [Daniel 11:35] states; "and some of the wise men will stumble, to try them, to refine, and to clarify until the appointed time, because the set time is in the future."
The Rambam then continues by explaining why Judaism has rejected the claims of other religions that "caused the Jews to be slain by the sword, their remnants to be scattered and humbled, the Torah to be altered, and the majority of the world to err and serve a god other than the L-rd." Since, he said, the required criteria [as described in the preceding paragraphs] have not been met, all messianic claims to date have been proven false.
The full text is in the Rambam's Mishneh Torah, Sefer Shoftim, Hilchot Melachim U'Milchamoteihem, Chapter 11.
The Rambam's statement is probably the definitive rendering of the traditional Jewish view on the subject. Others believe that the Moshiach (Messiah) will usher in an age of miracles, and will come in a miraculous manner.

Amor pelo meu povo judeu

"You must love your neighbor as you love yourself." Vayikra (Leviticus) 19:18
The Rambam writes (Hilchot De'ot 6:3):"It is a mitzva for every Jew to love every other Jew like his own self... Therefore a person must praise his fellow Jew and be careful with his property the same way he is careful with his own property and desires to be treated respectfully. Whoever seeks honor through his neighbor's shame has no portion in the World-to-Come...""We specifically must love the Jew who shares our commitment to Torah and mitzvot."--->
Sefer HaChinuch writes (Mitzva 243 [219]):"It is a mitzva to love every Jew deeply."
Our Sages said (Eliyahu Rabbah 28):So said G-d to Israel: "My children! Have I failed to give you anything? What do I ask of you? Only that you love, respect and revere one another, and that you avoid all sin, theft and unseemly behavior."
Our Sages also said (Avot 2:10):"Let your friend's honor be as dear to you as your own."
"Do not stand idly by the blood of your neighbor. I am the L-rd." Vayikra (Leviticus) 19:16
Of this King Solomon said (Proverbs 24:10-12):If you faint in the day of adversity, your srength is small indeed. If you forbear to rescue those taken to be killed and those ready to be slain, if you say, "We did not know," does He Who ponders the heart not consider it? And He Who keeps your soul, does He not know it? Shall He not render to every man according to his work?
Similarly, King Solomon said (Proverbs 21:13):"He who stops his ears at the cry of the poor shall also cry himself but shall not be answered."
Our Sages said (Shavuot 39a):"All of Israel (the Jewish People) are guarantors for one another."
When Rav Eliezer became ill (Berachot 28b):His students came to visit him, and they said, "Master! Teach us how to live so we can merit the World-to-Come!" He replied, "Be careful to treat your fellow man with respect."

Dissolve the rabbinate

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Is it too much to expect that our chief rabbis stay out of trouble? In January, Attorney-General Menahem Mazuz suggested that Ashkenazi Chief Rabbi Yona Metzger suspend himself in light of allegations that he illegally received free hotel stays. Now the wife, son and daughter of Sephardi Chief Rabbi Shlomo Amar were arrested for the kidnapping and beating of a young man from Bnei Brak. The Amar family reportedly did not approve of the young man's relationship with Amar's daughter, whom he had met over the Internet.
In the first case, Metzger says he was not aware that his hotel rooms were not being paid for. In the second, Amar says he was not involved in the alleged events, which his reportedly estranged son has allegedly confessed to have masterminded. Our legal system will presumably, in time, sort all this out, and all concerned are innocent until proven guilty.
Despite our hopes that things are not as bad as they look, we cannot help feeling even more strongly that we had it right two years ago when we editorialized regarding the elections of the current chief rabbis: "The rabbinate doesn't need new faces. It needs to be entirely scrapped."
The rabbinate has come a long way since its early occupants, Avraham Yitzhak HaCohen Kook and Yitzhak Herzog. A long way downhill.
Ostensibly, the chief rabbis could be a positive and constructive force in reaching critical compromises in our divided society, for educating and exemplifying Jewish values, and for unifying the people and providing moral guidance to the political system. Yet just listing these attributes serves to illustrate how hopelessly far the current institution is from embodying such an ideal.
Perhaps the most critical role the rabbinate could have played would have been to use its authority to facilitate the conversion of hundreds of thousands of non-Jewish new immigrants, most of whom would take this opportunity to more fully integrate themselves into Israeli society. Instead, the rabbinate is not only failing to work actively to encourage such a welcome expansion of the Jewish people, but continues to lay stumbling blocks even before people who have studied diligently and fulfill all halachic requirements.
It does not help, then, that the rabbinate could do much good; at present it is arguably doing harm. Who does it help to have a religious bureaucracy that is not seen as an inspiration, but as politicized and corrupt?
When religion and politics mix, the latter may not be harmed, but the former, the record shows, almost certainly will be. There is no need for expensive religious councils – on the level of municipal councils – to dole out religious services. There is also no need for state-sponsored religious courts, since in any case many religious people do not use the state system, and in other countries independent religious courts serve their communities well. And there is no need for two chief rabbis, Ashkenazi and Sephardi, symbolizing a split that the rabbinate should be the first to minimize through its own example of having a single chief rabbi.
We contend, however, that as an institution that relies so heavily on moral standing and suasion, the Chief Rabbinate is beyond rehabilitation. We are strong believers in the Jewish state, but the current bonds between Judaism and the state have hurt both immeasurably. We are less of a Jewish state because of the politicization of religion, which has driven many more Israelis away from Judaism than it has brought closer.
The greatest service the current chief rabbis could do would be to call on the Knesset to abrogate their offices, thereby leading to a process of divorce between religion and politics. If they did this, they would become heroes to their people and begin to undo the damage to the position of Judaism in Israel to which they have unfortunately contributed.
Dissolving itself is about the most moral thing the rabbinate could do. Liberated from bureaucracy and partisan political shackles, Israel's rabbis would be free to assert truly independent spiritual leadership.
http://www.jpost.com/servlet/Satellite

Parashá Kedoshim

Parashá Kedoshim
Livro Vayikra/ Levitico 19:1 al 20:27

7 de Mayo de 2005 - 28 de Nisan 5765


Resumo da Parashá

No começo desta parashá o Todopoderoso transmite a Moshé uma exortação para o Povo de Israel, que deveriam ser “santos” (kedoshim). Este alto grau de espiritualidade compreendia o respeito aos pais, a observância do Shabat, a não adoração de ídolos.

Proíbe-se comer ofertas depois do segundo dia de ser oferecida e por ele deveria queimar-se. Quando se colhe-se o semeado, deixar-se à sem colher os limites do campo e as espigas caídas que ficaram para os pobres e os forasteiros. Não se deve comer dos frutos de árvores durante os primeiros três anos de idade da árvore.

Está proibido tatuar-se ou mutilar parte do corpo. Não se podem fazer misturas anormais, como cruzar animais, ligação entre tecidos de lã e linho (shaatnez), etc.
O Eterno recorda a proibição de roubar, de mentir ao próximo, caluniar. Os Bnei Israel devem comportar-se honestamente não devendo demorar a remuneração aos seus obreiros, como observar que as balanças e os pesos sejam exactos.. Os juízes devem ser imparciais nos seus ditames.

O judeu não deve procurar nigromantes nem adivinhos, nem praticar adivinhanção ou magias. Está proibido cortar os contornos do cabelo e da barba.

O judeu deve ser compassivo, considerado, amar os seus semelhantes como a si mesmo.

São reprimidos os pecados de adultério, violação e perversão.

Os Filhos de Israel devem observar uma vida de pureza e moralidade.
Comentário sobre a Parashá

“Sereis santos...” (Vayikrá 19:1)


Fala a toda a comunidade dos Filhos de Israel e lhes dirás: “Kedoshim tihyu (sereis diferentes)... Cada pessoa, à sua mãe e ao seu pai temerá e os meus Sábados guardarão...”. O temor e respeito a seus pais fazem-nos Kedoshim. Que maravilha! Os nossos Sábios perguntaram porque é que a Torá no tema da honra colocou o pai antes da mãe e no caso do temor mencionou a mãe antes do pai. A isto os nossos Sábios responderam: a norma no mundo é que a pessoa teme mais ao pai e honra a mãe, mas a Torá inverteu essas obrigações para que chegássemos ao ideal: tanto na igualdade como no temor e na honra aos dois.

Em que difere a educação da Torá da que é adquirida na rua? Quando a Torá nos obriga a não contradizermos o que um pai fala, fazemo-lo por temor e não por medo. Não esqueçamos a diferença que existe entre ambos os termos: medo é a sensação de insegurança pelo desconhecido e temor é a sensação de respeito pela importância ou grandeza. Assim, como não devemos ter medo do Todopoderoso porque Ele seguramente não quer o nosso mal, como também não devemos ter medo de um pai, senão respeito. É certo que hoje em dia parece ridículo respeitar o próximo, numa socciedade onde a violência e a força são as que dominam, tratar um pai como; ” velho, o que é que tu entendes!” Não é normal. O levantar-se em sinal de respeito quando a mãe se aproxima parece fazer parte da história.

“Não amaldiçoes o surdo e perante o cego não coloques obstáculo...”. Que princípios tão elevados os da Torá, pois nos adverte que não façamos, não porque nos pareçam incorrectos ou injustos senão porque devemos ter temor e respeito ao Todopoderoso.

A proibição de não por obstáculo perante o cego, é um conceito muito mais amplo do que parece. Disseram os nossos Sábios: dar um bom conselho ao companheiro sem advertí-lo do interesse que uma pessoa possa ter, recai dentro da citada proibição, ainda que o conselho fosse bom para aquele que o recebe, sem relação ao benefício de quem o dá. O facto de esconder o que não pode ver, considera-se um obstáculo perante o cego.

“Não deprecies ninguém num juízo, colocando-te a favor de uma das partes. Não tenhas preferência pelo necessitado, não honres o maior, com justiça julgarás o teu companheiro”. Da mesma forma, quando a causa é justificável e por vezes até necessária. Hamispat le Elokim hu, o juízo pertence ao Todopoderoso. A obrigação de fazer justiça não é um privilégio de juízes, trata-se de uma obrigação para cada um de nós, dentro das suas possibilidades. Quem presenciou um acontecimento, não pode evitar o seu testemunho. Disseram os nossos Sábios: todo o juiz que ditamina correctamente se converte em sócio do Todopoderoso.

“Não odeis o teu irmão no teu coração; repreender, repreenderás o teu companheiro e não levarás peado por ele”. Disseram os nossos Sábios: que grandeza a dos nossos irmãos de Yosef, pois está escrito:”E não puderam falar com ele em paz”, mesmo quando pecaram e o odiaram, não foram capazes de odiá-lo às escondidas, senão que o expressaram na sua crítica. A responsabilidade pelo próximo é tal que, quem vê uma falta no seu companheiro e não o critica, ainda quando deva criticá-lo, considera-se essa pessoa cúmplice no seu erro. O barco com os passageiros nos seus camarotes converteu-se num exemplo clássico na literatura dos nossos Mestres. O facto de furar a parede de um camarote não é apenas da incumbência do passageiro do dito camarote, senão de todo o barco. Existe uma causa particular e uma causa geral onde a causa particular é também geral pela influência que tem nos demais e pela responsabilidade que temos em relação ao próximo, “Israel Arebim Ze la Ze”, somos garantes uns dos outros.

quarta-feira, abril 20, 2005

Um Problema Maior

http://www.jpost.com/servlet/Satellite
Apr. 20, 2005 8:18 Updated Apr. 20, 2005 14:46

ISI LEIBLER

It is generally conceded that as a group, religious Zionists today represent the most motivated, dedicated and patriotic segment of Israeli society. Why, then, do so many Israelis still regard religious Jews generally with disdain, even disgust?
Perhaps because haredim are exempt from the draft, and the minority who display contempt toward the state are highlighted by the media. Radical nationalist outbursts by extremist rabbis certainly do not help, nor does the perception that religious political parties are preoccupied with extorting public funds for their own institutions.
Our educational system, in addition, fails to provide youngsters with appreciation or respect for the Jewish heritage. At the same time, Orthodox Jews are perceived as trying to coerce nonobservant Israelis into adopting their lifestyles. Finally, to top it off, Shinui and other politicians make it their business to conduct campaigns against religious Jews.
All these factors undoubtedly intensify polarization between the Orthodox and non-observant sectors of society. But the greatest obstacle to addressing the problem is that haredim have become virtually the sole spokesmen for religious Jews. A modern Orthodox viewpoint is rarely heard.
Regrettably, the heads of yeshivot, whose influence has grown enormously over recent years, are perceived - aside from hard-line forays into politics - as being more concerned with the minutiae of Halacha than with focusing constructively on central, life-related issues. Many rabbis are also constantly looking over their shoulders, fearful of being accused of being too lenient in their application of Jewish law. The majority have either absorbed or consider it incumbent upon them to adopt a haredi approach and expressly disown modernity.
It is somewhat alarming that today few, if any, of the younger Israeli rabbis receive a tertiary education. One is unlikely to find a single university graduate at gatherings of Israeli rabbis. Even rabbis with high school diplomas are becoming a rare species.
There is no Israeli counterpart to New York's Yeshiva University producing rabbis whose religious outlook is synthesized with a secular education. Bar-Ilan University does supplement a traditional yeshiva education, producing graduates whose religious commitment blends with modernity. But, unlike its American counterpart, it does not include a division to train candidates for the rabbinate.
There was a time when religious Zionism was largely identified with modern Orthodoxy. Its leaders sought to grapple with the challenge of fusing Halacha developed over 2,000 years in exile with the requirements of a modern, Jewish, democratic state. They also sought to accommodate nonobservant Israelis without conflicting with Halacha and received accolades for being at the forefront of moderation and tolerance.
THE SITUATION has changed dramatically. In addition to becoming radicalized on the national level, an increasing number of religious Zionists have also personally begun adopting haredi lifestyles and, with notable exceptions, many are leading the flight from modernity. Teachers in the national religious school system have mirrored these changes and thus influenced youngsters from modern Orthodox homes.
Not surprisingly, combined with the one-dimensional concentration on settlements by many religious Zionists, this trend has accelerated the movement toward religious isolationism and extremism. It has thus discouraged rabbis from displaying flexibility in matters related to religion and state. This paralysis paved the way for the Supreme Court to step into the breach and intervene, especially in areas relating to personal status such as marriage and conversion.
Most religious leaders still fail to appreciate the necessity of finding a solution for Israeli citizens who are ineligible to qualify for halachic marriage and are obliged to go through the demeaning charade of traveling overseas to wed. If Orthodox leaders continue vetoing possible solutions enabling Israelis to consummate a union in their own country, the state will eventually introduce unrestricted civil marriage, which would create enormous problems.
The situation regarding conversion is even more scandalous. After painful and protracted negotiations the Neeman Commission was on the eve of launching a unique solution to overcome the problems of Reform and Conservative conversions within the framework of Halacha. At the last moment, it was undermined by haredi rabbis.
The uniqueness of Shabbat as a rest day has also been eroded because of a stubborn refusal by religious leaders to recognize the right of nonobservant Jews to indulge in leisure activities of their choosing on Shabbat. Despite the recent Supreme Court ruling rejecting approval for a laissez-faire situation in relation to the workforce on Shabbat, we are moving speedily toward a situation in which trade and commerce on Shabbat will become an accepted practice. That would ring the death knell for a unique Jewish institution that was hitherto accepted as a national as well as a spiritual day of rest. It would also mean that many religious Israelis would be confronted with similar problems relating to Shabbat observance as faced by their Diaspora counterparts.
There are, of course, dedicated rabbis in organizations such as Eretz Chemda, Tzomet, and Tzohar analyzing halachic problems and seeking to build bridges and promote outreach. There are former Diaspora leaders like Rabbi Shlomo Riskin, who singlehandedly built up impressive educational institutions promoting Torah in conjunction with modernity. There are also laymen and rabbis in institutions like Beit Morasha and the Israel Democracy Institute who are striving to improve relations between secular and religious Israelis, as exemplified in the Gavison-Medan Covenant. And a new breed of well-educated Orthodox women making an impact on women's issues could also make a major contribution in this field.
The reality is, however, that religious Jews who embrace modernity are being marginalized in the Orthodox community. Paradoxically, ultra-Orthodox Jews in the Diaspora, especially in Europe, whose standards of piety are no less rigorous than their Israeli counterparts, frequently encourage their yeshiva-educated children to study in universities and become professionals in order to earn a better livelihood.
Today in Israel, such people would find it impossible to straddle both worlds.
If the trend is not stemmed, Orthodox Judaism will be substantially weakened by being deprived of intellectuals who in the past made major contributions to the welfare of the Jewish people. If a worldly genius like Maimonides appeared today, his bona fides would be challenged in the narrow currents of the haredi world.
It is also important to bear in mind that while small in number, modern Orthodox Jews today still occupy key roles maintaining bridges with nonobservant Jews. If Orthodox Judaism purges from its ranks those who espouse modernity, religious Jews will become further estranged from the bulk of the Jewish people and transformed into a cult.
There is a substantial body of well-educated Israelis who are profoundly concerned with these problems. Instead of bemoaning the fact that they are becoming an extinct species, they should band together and create a public council committed to promoting modern Orthodoxy and strengthening the Jewish character of the state.
Their most pressing priority should be to create a strong and articulate rabbinate capable of expressing a modern Orthodox halachic approach to what is now largely monopolized by haredim.
The writer, a former chairman of the governing board of the World Jewish Congress, chairs the Diaspora-Israel relations committee of the Jerusalem Center for Public Affairs (ileibler@netvision.net.il).

sexta-feira, abril 15, 2005

A alma nos relatos da Torá

Shemot


8) Tetsavé
« La Plenitud de la Luz Infinita, al manifestarse, adquiere diversas formas: ciencia, arte, tecnología, música, etc. para que cada individuo la alcance, desde su perspectiva, en toda su dimensión. Sin embargo a veces brilla tan intensamente que olvidamos su objetivo y los principios que la rigen »
Y tú habrás de ordenar a los hijos de Israel que traigan aceite de oliva puro para iluminar por siempreTú se refiere a Moshé -el discernimiento superior del alma- quien posee la capacidad de ver más allá de lo momentáneo y así activarnos en pos de objetivos trascendentes; los hijos de Israel señala nuestro potencial altruista. En cuanto al aceite de oliva puro, lo que da de sí la aceituna, indica las buenas acciones -las mitzvót- que realiza Israel, el combustible que nos «enciende». Un espacio luminosoAdám fue creado en un espacio luminoso: el Gan Eden (paraíso) en donde todo el desafío era disfrutar de la Plenitud de la Luz Infinita de modo correcto y único posible: en forma altruista. Ese mismo desafío sigue latente y es el propósito del sistema espiritual de Israel. Cuando la Torá nos enseña la mitzvá de meditar diariamente en: Shmá Israel HaShem Elokeinu HaShem Ejad, nos está revelando la forma de cómo alcanzar con todo nuestro ser -pensamiento, palabra y acción- la comprensión de que hay una Única Fuerza constante e inherente a todo y a todos que nos armoniza y unifica bajo un objetivo común: la Armonía Universal.La Plenitud de la Luz Infinita, al manifestarse, adquiere diversas formas: ciencia, arte, tecnología, música, psicología, etc. para que cada individuo la alcance, desde su perspectiva, en toda su dimensión. Sin embargo a veces brilla tan intensamente que nos encandila y olvidamos su objetivo y los principios y leyes que la rigen. De ahí que la Torá nos transmite mitzvót- principios y leyes para que podamos discernir y revelar la Luz correctamente en todas las formas en que se manifiesta.Nuestra relación con la LuzNuestro discernimiento de la realidad, de la Luz, sucede a partir de palabras, las palabras nos permiten visualizar y transmitir a otros algo que no está presente materialmente. Previo a su trasgresión Adám y Javá poseían una aprehensión espiritual de la Voluntad Superior, lo denominado en el lenguaje de la Kabalá Olám Atzilút-Mundo de la Emanación y Cercanía. La trasgresión consistió en tomar del «fruto» antes de tiempo. Ello los trasladó a un ámbito del pensamiento, lenguaje y acción independiente de la Voluntad Superior, los mundos denominados Briá, Ietzirá y Asiá.¿Qué significa «antes de tiempo»?Cuando intentamos aprehender nuestra Esencia, llegar a nuestro Yo, percibimos que el pensamiento se diluye ante el interrogante de ¿quién soy?Esto sucede porque nuestro Yo más interior es «parte» de la esencia de toda la realidad, y así como el agua contenida en un recipiente al ser devuelta al océano se funde y unifica con el mar, así cada alma es parte inmanente de la Esencia Infinita.Cuando la mente intenta conocer al Yo llega a un punto impenetrable en el cual el pensamiento lo traduce como deseo de recibir. Ello se debe a que el Yo más interior –Anojí- sólo podrá surgir cuando la Plenitud colme infinitamente al deseo de recibir. Mientras el deseo de recibir se encuentra separado de la Plenitud la anhela incesantemente, generando pensamientos y formas mentales en su afán de asirla que, sin el entrenamiento espiritual adecuado: altruismo, conducen a una percepción caótica de la realidad, impidiéndole al yo –ani- el «acceso» a la conciencia de sí mismo. Todo pensamiento, palabra y acto así efectuados se realizan «antes de tiempo».El sí mismoEl hombre conoce comparando. No podemos conocer nada en sí mismo, sino que aprehendemos la realidad en base al contraste y a la analogía. Defino el frío a partir de la falta de calor, etc. El hombre no es completo en su persona sino que necesita de su semejante y del resto de los componentes de la realidad, oxígeno, alimento, bebida, etc. para existir, concretizar sus aspiraciones y completarse. De ahí que la Torá nos ayuda a tomar conciencia de nuestra relación con el prójimo y con todos los ámbitos de la realidad a través de principios objetivos, mitzvót. De lo contrario, la mayor parte de nuestro contacto con la realidad quedaría inmersa en nuestro inconsciente aguardando que «alguna situación» nos haga tomar conciencia.El Kadósh Barúj Hú, máxima identidad y destino final de toda la realidad «Es» completo en Sí Mismo, ya que El «Es» y «Está» por encima de la realidad que El mismo genera. En hebreo hay dos formas para denominar al sí mismo, al yo: a) aní, la percepción subjetiva. Esta forma de percepción crea una barrera que aísla al hombre del resto de la realidad y de su verdadera esencia. b) Anojí, designa a la percepción que permite aprehender la realidad en forma objetiva, trascendiendo los límites que impone el aní. La percepción de la realidad a través del Anojí otorga acceso al estado en el cual el aní encuentra su resolución. Contrariamente al hombre en quien el aní y el Anojí conducen a dos formas de percibir la realidad, «en» HaKadósh Barúj Hú no existe tal oposición ya que El «Es» el que percibe, lo percibido y la percepción.«En» HaKadósh Barúj Hú el aní y el Anojí están unificados, siendo esta unidad la más insondable y la finalidad de todas las realidades puesto que «Allí» no se percibe, «Allí» se «Es».Tres dimensionesEstos aspectos que, como fue expuesto, se hallan unificados en HaKadósh Barúj Hú, en el hombre constituyen las tres dimensiones y medios para alcanzar la conciencia objetiva de la realidad. Para que ello suceda tendremos que armonizar todos los componentes de la Creación, entendiendo que cada ser es único e insustituible. De lo contrario, nuestra imagen de la realidad se reducirá a una mera justificación de nuestras limitaciones y debilidades.1) El que percibe señala al deseo de recibir, el aní, al ir tomando conciencia de la Voluntad Superior, Anojí. La conciencia capta al que percibe (al deseo), como espacio, sea éste material, emocional o mental, en el cual se produce la percepción. 2) Lo percibido indica a la Plenitud Infinita manifestada «desde» la Esencia de toda la realidad: HaKadósh Barúj Hú.3) La percepción señala el proceso de «reencuentro» entre «el que percibe» -el deseo- con «lo percibido» -la Plenitud Infinita-. En la comprensión humana, la percepción es aprehendida como el instrumento mental de nuestra voluntad que permite «movernos» a través de los diferentes niveles de conciencia. La conciencia capta a la percepción, o sea al proceso a través del cual el que percibe (el deseo) aprehende lo percibido, como tiempo.La trasgresión de Adám y JaváEl haber comido del fruto antes de tiempo señala que no es suficiente con entender a nivel intelectual los principios espirituales. El desafío de llevarlos a la práctica es la única forma de activarnos integralmente, en pensamiento, palabra y acto. Si te amo no es suficiente con pensarlo debo demostrarlo a través de actos concretos que estén en armonía con principios superiores. Como explicamos en la parashá Jaiéi Sará, Adám es creado en el Gan Eden en una situación ideal, allí tiene todo a su disposición sin prácticamente ningún esfuerzo. El único desafío de Adám era no comer el fruto «antes de tiempo», al realizar la acción justa en el momento justo hubiera adquirido el discernimiento para trascender el tiempo y el espacio alcanzando el estado de Ein Sof. A lo largo de la historia, cada individuo, matrimonio y generación se enfrenta, desde diferentes perspectivas al desafío de Adám y Javá; la diferencia consiste en que Adám y Javá no poseían la experiencia de la equivocación para poder discernir. A partir de ellos, cada nueva generación que surge podrá utilizar la experiencia de sus ancestros al enfrentarse nuevamente al desafío arquetípico humano.Una cadena eternaLa tradición escrita y oral de Israel recoge la experiencia y la elaboración de todas las generaciones de Sabios hasta nuestros días, contemplando las diferentes personalidades y tendencias que conforman a los seres humanos como medio para que la humanidad alcance el objetivo por el cual fue creada. Así funciona la tradición de Israel: un pueblo que asume concretizar concientemente el desafío, lo que Adám y Javá no lograron. Adám y Javá comprenden todo el potencial y todas las tendencias humanas que en el futuro cada individuo, familia y nación va a asumir. Cada generación y cada pueblo revela a lo largo de la historia un aspecto inherente a Adám y Javá. Los conflictos entre individuos y naciones reactivan nuevamente el desafío edénico. La diversidad de personalidades y tendencias que poseen los seres humanos estaban ya en potencia en Adám y Javá, siendo esas perspectivas imprescindibles para conformar los diversos puntos de vista que nos enriquecen mutuamente. Si todos pensaríamos igual el hombre no se desarrollaría. Participando de la Realidad InfinitaCuando la Torá nos transmite que HaKadósh Barúj Hú le dice a Moshé -el discernimiento superior del alma- que ordene al pueblo de Israel -nuestro potencial altruista- iluminar eternamente, nos está revelando el objetivo de la Creación: la Plenitud de la Luz Infinita, y la forma de alcanzarlo: el Decálogo y las 613 mitzvót. La Torá nos revela las particularidades para que tanto a nivel individual como universal podamos dar continuidad a esa Luz primigenia que unifica y trasciende todos los tiempos y así, desde este mundo, participar de Su Realidad Infinita.

Comunidade Judaica do Algarve

Cemitério Judeu em Faro,
Comunidade Judaica do Algarve
Jewish Cemetery in Faro, Jewish Community of Algarve
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Veja o índice desta página à esquerda.Check this page table of contents on the left.
COMUNIDADE JUDAICA DO ALGARVE
JEWISH COMMUNITY OF ALGARVE
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PURIM 5765
THE FEAST OF ESTHER
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TEAPARTY in PORTIMÃO
Sunday 27 March 2005 at 3 p.m.
Please dress the children in fancy dress (and the adults if you wish),
and bring things to RAFFLE
Tea and Hammantaschen: 4 Euros/adult (includes hiring the premises).
LOOK FORWARD TO SEEING YOU!

*** PLEASE DIARISE:- Pesach - First Night Seder on Saturday evening, 23rd of April N.B. EARLY BOOKING AND MATZO ORDERS ESSENTIAL Details to follow
Tel +351 2 82416710
Fax +351 282416515
Ralf.Pinto@sapo.pt
Colabore com o Cemitério Judaico do Faro através da compra de produtos, veja mais abaixo!
Support the Jewish Cemetery of Faro buying our products, check below for more information!
Construção do Novo Museu Isaac Bitton ao lado doCemitério Judaico de Faro (1838 a 1932) no Algarve em Portugal.O Cemitério contém 107 túmulos e a restauração em 1992, bem como a manutenção e a administração deste sítio sagrado são por conta doFundo de Restauração do Cemitério de Faro, Inc.
O novo Museu será construído ao lado da parede Oeste do cemitério, com a fachada alinhada com os 18 ciprestes que foram plantados na frente do cemitério em 1993 em honra ao humanitário Português da segunda guerra mundial, Dr. Aristides de Sousa Mendes. O portão principal do cemitério será trancado para aumentar a segurança e o acesso ao Cemitério será através do Museu. As peças em exibição no pequeno museu temporário no Tahara (desde 1992), serão transferidas para o novo Museu.
O mobiliário preservado de uma de duas Sinagogas originais, que serviram 60 famílias da comunidade Judaica de Faro no século 19 e 20 será a peça central do novo Museu, uma Sinagoga na qual um Casamento e um Bar Mitzvah (confirmação dum rapaz com idade de 13 anos) se efectua. Presente em exibição estarão á modelos convenientemente vestidos e representarão os respectivos papeis. Serviço audiovisual será activado automaticamente á medida que os visitantes entrem no Museu.
O Museu abrigará livros valiosos, documentos e artefactos judaicos, colecionados nos últimos 11 anos e presentemente em armazém. Existirá na recepção um balcão de vendas com artigos judaicos, livros, vídeos, lembranças, etc. assim como o museu terá uma sala de exibição de vídeos, uma biblioteca além da sala de exibição principal.
O Cemitério e o presente Museu temporário, regularmente atraem grupos de crianças de escolas e turistas de todas as partes do mundo. O livro dos visitantes comprova o espírito de serenidade sentida pelos visitantes do cemitério – que reflexão maravilhosa sobre o Judaísmo! O pequeno museu fascina com a sua cópia facsimile do Pentateuco imprimido em 1487 em Faro, por Samuel Gacon; a peça exibida do Torah numa caixa envidraçada; a luz eterna de 1870, que comemora Joseph Sicsu, etc. etc. Imagine o impacto e o valor educacional de se poder ver um Bar Mitzvah e um casamento num cenário em tamanho natural! Que benefício para o Judaísmo e para o turismo em Portugal!
A construção deste museu vai necessitar de 100 000 Euros.
Por favor ajudem a concretizar este importante projecto fazendo um donativo.
NOTA: Donativos de €2000 ou mais serão mencionados num quadro de honra no Museu (caso requeira anonimato é mencionar).
Imprima esta caixa e siga as indicações:
FUNDO PARA CONSTRUÇÃO - MUSEU ISAAC BITTON
Nome ...............................................................................................................Direcção ....................................................................................................................................................... Tel ............................Email ..................................Eu / Nós temos prazer em doar ................................... (qualquer tipo de moeda)
Cheques deverão ser pagos a nome de “Comunidade Israelita de Lisboa” (I.B. Fundo do Museu)
Donativos por carta, dirigir para:Faro Cemetery Restoration Fund Inc.A/C Ralf Pinto – Vice PresidenteRua Judice Biker 11-5º8500-701 PortimãoPortugal
Ralf@Pinto.sapo.pt www.cilisboa.org/hist_faro.htm
TARGET --- €100 000TO BUILD A PERMANENT HOME FOR The Isaac Bitton Living Museum
The new Museum will be built abutting the Western wall of the Faro Jewish Cemetery in the Algarve Province of Portugal. The cemetery has 107 graves and served the now defunct Community of Faro from 1838 to 1932. The Faro Cemetery Restoration Fund, Inc. financed the restoration of the cemetery in 1992, shortly after the founding of a small new Jewish Community of Algarve. The museum frontage will be in line with the 18 tall cypress trees that were planted in front of the cemetery in 1993 in honour of Portuguese WW2 humanitarian Dr. Aristides da Sousa Mendes. The ornate original front gates will be locked to improve security and access to the Cemetery will be through the new Museum. All exhibits in the present temporary Tahara museum, will be transferred to the new Museum.
Furniture preserved from one of the two defunct 19th and 20th century Faro synagogues will be displayed as the centrepiece in the new museum. Suitably dressed models will depict a Wedding and a Bar Mitzvah taking place. Audiotape services will be activated automatically as visitors enter.
The reception area will have a sales counter with Judaica, books, videos, souvenirs, etc. Documents and books will be in a library/video room. The exhibition room will house artefacts collected over the past 11 years and presently in storage, as well as, the exhibits in the Tahara museum since 1992.
The Cemetery and its temporary museum presently attract groups of school children as well as local and international tourists. The visitors’ book attests to feelings of serenity experienced at the cemetery The little museum fascinates with its facsimile copy of Gacon’s 1487 Pentateuch in Hebrew; its length of Torah scroll in a glass front display case; its 1870’s eternal light commemorating Joseph Sicsu etc etc. This is such an important Jewish Sephardi heritage site!
The educational value of non Jewish pupils and tourists seeing a Bar mitzvah and a Wedding in a real life setting will be a true benefit for Judaism, as well as, tourism in Portugal! – so, please help make this important project a reality by making your most generous donation.
NOTE: Donations of €2000 or more will be acknowledged on an honours board in the Museum (unless anonymity is requested).
Print this box and follow the instructions:
ISAAC BITTON MUSEUM - BUILDING FUND
Name ...............................................................................................................Address ....................................................................................................................................................... Tel ............................Email ..................................I / We have the pleasure in enclosing a donation of ................................... (any currency)
Cheques should be payable to “Comunidade Israelita de Lisboa” (I.B. Museum Fund)
Mail to:Faro Cemetery Restoration Fund Inc.C/O Ralf Pinto – Vice PresidentRua Judice Biker 11-5º8500-701 PortimãoPortugal
Tel: +351 282 416 710; Fax: +351 282 416 515
Ralf@Pinto.sapo.pt www.cilisboa.org/hist_faro.htm
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€ EUROS
VESTÍGIOS HEBRAICOS EM PORTUGAL / JEWISH VESTIGES IN PORTUGALPor/by Laura Cesana - Travels of a painter. Coffee table book; paintings and stories (Eng/Port) 2nd Edition!
40
JUDEUS EM PORTUGALJosé Freire Antunes - 602 páginas. O testemunho de 50 homens e mulheres.
50
SEM O PASSADO / WITHOUT THE PASTPal/NTSC DVD/ VIDEO /CD (28 min)Narrated by Isaac “Ike” Bitton, (Portuguese subtitles) USA TELLY AWARDS 1999 BRONZE MEDAL WINNING STORY OF JEWS IN PORTUGAL THROUGH THE CENTURIES; FARO JEWISH CEMETERY; ARISTIDES DE SOUSA MENDES ETC. ETC.
25
LETTERS TO THE EDITOR and other thoughtsBy Isaac Bitton - 120 pages from the life of a raconteur par excellence! Spanning a lifetime of involvement. Born in Lisbon, lived in Israel and moved to the USA, Bitton appears in the cover photo with President Ronald Regan! A brilliant summation of recent times through the eyes of a Sephardi Jew. ISBN 0-9672138-0-0
20
JEWISH EVENTS IN PORTUGAL IN THE 1990'sBy Ralf Pinto - 36 pages booklet, covering 9 important events.
8
RENASCIMENTO DA COMUNIDADE JUDAICA DO ALGARVE E OUTROS ACONTECIMENTOS JUDAICOS EM PORTUGAL 1991-2000By Ralf Pinto - Livrinho 40 páginas, cobre 9 eventos importantes.
8
REFUGEES, AND STORIES ABOUT MY SOUTH AFRICABy Ralf Pinto - Livrinho 40 páginas / Booklet 40 pages, old family photos, 10 stories.
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VLUGTELINGE EN VERHALE OOR MY SUID AFRIKABy Ralf Pinto - 40 Bladsye met ou familie kiekies; 10 verhale.
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Essays on Holocaust Centres; Broad overview of Judaism; Vista geral do Judaísmo
No charge / Gratuito
CONJUNTO DE MOEDAS / SOUVENIR COIN SETSet of 1x100 and 1x200 Escudo mint condition coins depicting famous 16th Century Portuguese Jews Pedro Nunes and Garcia De Orta. Mounted in A6 plasticized folder with history in Eng. & Port. Limited stock – never to be repeated! Not to be missed! The ideal gift!
15 per set


Hebrew Geneology Portugal XIX & XX Centuries / Genealogia Hebraica Portugal Séc XIX & XXBy/Por José Maria Abecassis
4
BILHETES POSTAIS (CONJUNTO DE 4) / POSTCARDS (SET OF 4)4 different views of cemetery
2 per set
Historic Hagada AfrikaansFacsimile of only Hagada in Afrikaans pub. 1943
15
Historic Hagada LadinoFacsimile of Sephardi with Ladino
15
Os lucros revertem a favor de / All proceeds to:Faro Cemetery Restoration Fund Inc.
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Mais informações / More informations:
Jewish Community of Algarve
Rua Júdice Biker, 11, 5º8500-701 - PortimãoPortugalTel: +351 282 416 710Fax: +351 282 416 515Email: Ralf.Pinto@sapo.pt
COMUNIDADE JUDAICA DO ALGARVEוראגלאב תידוהיה הליהקJEWISH COMMUNITY OF ALGARVE
The Community was established in 1991 with a Channuka tea party at the home of Ralf and Judy Pinto. Since then all the main Chagim are celebrated with tea parties or dinners. When sufficient numbers are present an erev Shabbat service is arranged. The highlight of any year is the communal Pessach Seder, which attracts some 60 people from all parts of the Diaspora. In 1998 the community celebrated the first Bar Mitzvah in 75 years in Algarve, bringing a Sefer Torah from Lisbon. With funds raised by the Faro Cemetery Restoration Fund Inc. the historic Faro Jewish Cemetery was restored and rededicated at an impressive ceremony in 1993, since which the cemetery and its small museum is open to public.
The Community publicizes its get togethers by means of the local press, by mailing circulars to its members and is listed in the International Jewish Travel Guide. Do contact us when visiting Algarve.
Rua Júdice Biker 11 5°8500-701 PortimãoPortugal
Tel: +351 282 416 710; Fax: +351 282 416 515Email: Ralf.Pinto@sapo.pt

JCA NEWSLETTER
TISHRI 5765 – ד״סשת ירשת - SEP.2004
Nº 29 - First published in April 1995.
CELEBRATIONS!
Faro: 17 Aug.: Faro Jewish Cemetery – Visit By Rabbi Boaz Pash. A group of 24 members of the JCA welcomed Rabbi Boaz Pash, his wife Sara and their 5 young sons at the cemetery. The Rabbi addressed the group with a biblical message. This was followed by prayers, which were ably recited by the elder boys. The visit was followed by a lunch at the Revitches in Ferragudo.

Porto: 8 Set: Makor Chaim Synagogue. A new Sefer Torah was received at Porto’s beautiful 1927 Kadoorie synagogue. The ceremony, which was both moving and joyous was presided over by the Chief Rabbi of Israel, Rav. Shlomo Moshe Amar. The presence of this Grão Rabino in the city of Porto was considered an historic and signal event. The Sefer Torah was a donation in honour of Menasse and Branca Bendov. Menasse had arrived in Oporto from Lithuania in 1925 and remained there after a failed attempt to go to the USA. He became involved in the fur tanning trade. His marriage to Branca was the first ever in the new synagogue and the first chuppah since the inquisition. Bendov’s son-in-law, Rabbi Abraham Hochwald and his grandson, Rabbi Tuvia Hod, donated the Sefer Torah.
Bendov had been active, together with Captain Arturo Barro Bastos, in the conversion of “Marranos”, (secret Jews forced to convert to Catholicism by the inquisition) back to mainstream Judaism. Eighty members of the Belmonte Jewish community owe their conversions to these efforts. The same donors had earlier given a Sefer Torah to the Belmonte community.
The arrival of the Torah, under police escort, was met on the pavement by a chupah held by 4 proud members of the committee and Rabbi Elisha Salas accompanied the procession blowing a 1,5m. shofah which was too tall to be under the chupah! Singing and dancing with the Torah took place in the foyer after which it was placed in the Ark. Speeches followed, and included Michael Freund, Director of Amishav, an Israeli based movement promoting the proper conversion of Maranos.

Lisbon 9 Set: Shaaré Tikvah synagogue Centenary celebrations. The synagogue had been under renovation for more than a year and was now ready to receive guests and worshippers. People from all over the world arrived for the celebrations that were truly impressive. The dignitary list was extensive and included the State President Dr Jorge Sampaio, members of the Government and Municipality, representatives of Catholic Muslim, Bahai and other religions, The Chief Rabbi of Israel Rav Shlomo Amar, the Ambassador of Israel the Hon Shmuel Tevet, President of the Faro Cemetery Restoration Fund Inc. Isaac Bitton, Presidents of the Jewish Communities of Porto, Belmonte and Algarve., The JCA was represented by the Bachmanns, the Levy’s the Grusins, the Wainers, the Revitches, the Soifers, Arnaldo Guerreiro and Ralf Pinto. The Program opened with an interesting account by the Pres. of the Community Dr José Oulman Carp, who listed the role of the Comunidade Israelita de Lisboa during 2 world wars, how it gave shelter to Jews fleeing Nazi occupied Europe. The Programme included taking the torahs from the ark, many poignant addresses, beautiful renditions by the CIL choir and the unveiling of a commemorative Plaque in the synagogue. Press and TV coverage was refreshingly constructive and extensive.
The evening ended with a Gala Dinner at the Estufa Real in the Botanical Gardens of the Ajuda Palace, attended by about 300 persons. The Vice President of the Community Dr Esther Mucznik addressed diners, recounting the years of history of the community.
The Association of Portuguese Jewish Studies (Pres. Roberto Bachmann) had a conference on Judaism in Portugal and an exhibition of Portuguese Jewish books earlier in the week, The booklet entitled “Jewish Events in Portugal in the 1990’s”, by Ralf Pinto, was included in the exhibition.
A special Shabat service took place on the 11th Sept and the final event was a get together at the Maccabi Country Club on Sunday12th.
The organizers are to be congratulated on a memorable week at the close of the Jewish year 5764

Portimão 15 Sep. Erev Rosh Hashanah Dinner. Nearly 70 persons attended the Jewish Community of Algarve’s dinner. Guests of Honour were the Ambassador of Israel, the Hon Shmuel Tevet and his lovely wife Nava, accompanied by their son and daughter and their families; Isaac “Ike” Bitton, Founder President of the Faro Cemetery Restoration Fund Inc (1987) accompanied by his daughter and son-in-law.
The President of the Community, Ralf Pinto, welcomed the honoured P.T.O. guests as well as members and visitors from abroad and local first timers, expressing his satisfaction at the excellent turnout. He then gave a short summary of the events that had taken place in Porto and Lisbon and Rabbi Boaz Pash’s visit to the Faro Jewish Cemetery. Barbara Jackson, and Janice Lubbe were thanked for their help in preparing the food, Jimmy and Pamela for their effort as owners of the restaurant. Donors to the Isaac Bitton Museum Construction Fund were thanked. The members of the JCA can be proud of their response to appeals for funds. Dependence on donations was stressed, pointing out that the cemetery is a proud monument to Judaism and generates respect in many quarters. All donations, large or small, are appreciated.
Engraved silver plates, recording their presence, were presented to Robbi and Graça Bachmann, (in absentia and accepted by Gad Ron); to Isaac Bitton; to the Ambassador and his wife.
Kiddush was by Ralf Pinto followed by the Ambassador doing the Brochas in the Sephardi style. These included the Motzi, apples and honey, and separate Brochat over dates, pomegranate seeds, pumpkin, leeks, spinach green beans and finally, a fish head.
Ralf Pinto then sounded the Shofar after which the buffet was open. The Ambassador also spoke briefly about the Middle East situation vis á vis the peace process. His views were practical and cautiously positive. He also highlighted the fact that there was no anti-semitism in Portugal.
The Ambassador’s wife then presented Judy Pinto with 2 recently published cartoon books● relating the story of the WW2 humanitarian Aristides de Sousa Mendes. Interestingly the story opens as Mendes arrives at the Jewish refugee soup kitchen in Lisbon and Ike Bitton, a youngster at the time, showed him to table, puzzled as to how a refugee could speak perfect Portuguese.
_______________________
Each one present received a full colour professional pamphlet, entitled:
●●PORTUGUESE JEWISH HISTORY
Published by the Faro Cemetery Restoration Fund Inc., in commemoration of the Lisbon Synagogue Centenary, it is essentially a date list highlighting 30 milestones (good and bad) in the period1148 to 2004. The front page depicts the 2004 issue block Portuguese postage stamp of the interior of the Lisbon Shaare Tikvá Synagogue. The pamphlet lists the names and burial dates of those interred at the Faro Jewish Cemetery, a picture of the grave of Rabbi Josef Toledano, the 1st burial in 1838, a descriptive essay on the cemetery and a map of its location in Faro. etc.

Haley Porton obtained her B.A.Hons. degree in Business and Marketing at a University in Britain. Mazeltov to her and her mother Shelley!:
Two young Lubawitch Rabbis from the USA spent an afternoon at Ralf Pinto´s home, bringing a lovely message of good will, putting on tefillim, and proving that orthodox Judaism is alive and well!
Welcome to New members
Helmut Arnold
Jack and Valkiria Soiffer
Howard, Barbara, Amy and Chelsea Derber.

Channukah Picnic Lunch 12 DECEMBER 04

●Available at Israeli Embassy Lisbon.
●● For Free brochure - email or phone your phys. address to
Ralf Pinto - will snailmail.
The Rosh Hashanah Menu
Traditional foods
by Judy Pinto
Brocha plates - 2 round chalot
chopped liver
chopped herring
gefilte fish - fried fish
tuna rissoles
pumpkin fritters
latkes - carrot kugel
asparagus rolled in smoked salmon

olives – nutbake
aubergines in curry sauce
apple tart - honey cake
meringues
by restaurant
Salads:
Black beans and rice
coleslaw - pineapple & carrots
cold chicken - fruit salad
fresh fruit – wine
mineral water
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Rosh Hashanahby Janice Lubbe
People came from far and near to share the Jewish New Year, the place was quite a buzz,and even had the local fuz
Everyone was most impressed;at just how the table was dressed,so Judy love, take a bow,You really were a terrific wow.
The dates I was told to bring
so the Ambassador could do his thing, the Head of the Fish was too much for me, so I went off to make a wee.

Ralf blew the shofah very well ,I’m saying no more ‘cos his head may swell.The Honey and Apples were just great, Two slices I’m afraid I ate!
When the food was announced,I sat and watched as they pounced, some didn’t even have a plate,as every little bit they ate.
It really was the very best,but now its time for a rest,so sit down and relax,and put off that damn fax!

fuz= police.
fax = computer, telephone, answering machine, doorbell etc.etc

Jewish Community of Algarve
Rua Júdice Biker 11 5º 8500-701 Portimão Portugal
T.+351 282416710
F. +351 282416515
Ralf.Pinto@sapo.pt



Parashát Metsorá

daniEl I. Ginerman

Javerím, queridos amigos:


Esta semana leemos en la Toráh parashát Metsorá, que, continuando la exposición de parashát Tazría, nos refiere al caso de quien es afectado por una enfermedad de origen espiritual llamada "tsara'at", cuya sintomatología física se aproxima a la de la lepra.
El pueblo de Israel se encuentra en el desierto (entonces; y de algún modo también hoy). Acaba de recibir la Toráh y está profundamente conectado con la realidad del Creador; por ello, cada evento de la existencia se tiñe de un carácter milagroso que despierta reverencia, fascinación y devoción (entonces; y oramos nosotros, cada día, que sea así mañana).
Cuando se vive con conciencia plena de la dimensión espiritual de la existencia, no hay evento físico cuya influencia en lo espiritual pase inadvertida, y no hay evento espiritual que no modifique la realidad física de modo evidente.
Aprendimos que la enfermedad que afecta al Metsorá tiene su origen en el "lashón haRá", en la maledicencia, en la utilización de su facultad de hablar de un modo que profana el carácter sagrado del habla (hemos abundado en este tema en la cuarta charla del ciclo "Torah para Vivir con Ella"). Este evento refleja un desorden espiritual, capaz de afectar negativamente la realidad colectiva. Es por ello que sus consecuencias se proyectan en una enfermedad que torna inmunda la apariencia del individuo del caso, y el Cohén, el sacerdote, le declara inmediatamente "Tamé": impuro.
Desde el momento en que es declarado "Tamé", el metsorá es aislado del colectivo, para ser internado, durante una semana, en soledad, fuera del campamento u poblado. Tras esta semana -que, se nos enseña, habrá de servirle para curar el mal de su alma mediante el arrepentimiento y la plegaria-, habrá de mediar su curación física, la sumersión y la ofrenda, y por fin, la sentencia favorable del Cohén, para que se le permita volver a ocupar su lugar en la sociedad.
La purificación que debe pasar el Metsorá para ser redimido de su exilio personal, tiene un claro paralelo con la purificación que ha de pasar el pueblo de Israel para ser redimido del exilio colectivo que nos pesa. Tanto hace 3.317 años, cuando salimos de Mitsráim, como hoy mismo, cuando la oscuridad se cierne sobre nuestra vida espiritual y material, y clamamos por redención.
El exilio en Mitsráim comenzó a partir de que Ioséf "habló mal" de sus hermanos ante su padre Ia'acóv. Inmediatamente a ello, Hashém acomoda los acontecimientos de modo tal que Ioséf sea exiliado y sometido en Mitsráim, lugar cuyo propio nombre alude a encierro u opresión (de la raíz hebrea "metsár": opresión).
Cuando Moshéh, en su juventud en Mitsráim, intenta hacer paz entre dos hebreos que pelean (Shemót -Exodo- 2:14), y uno de ellos le desafía "¿acaso nos matarás, como al egipcio?", Moshéh comprende que hay delatores dentro del pueblo de Israel; que hay maledicentes. Explica en ese punto el Midrásh (Shemót Rabá 1:32) que, entonces, entiende Moshéh la razón del exilio y la esclavitud del pueblo de Israel, y sabe que están en esta situación para purgar y purificarse por haber corrompido su habla, y así, profanado su esencia y su misión sobre la Tierra.
En algo más de una semana, celebraremos Pésaj. Y no es casualidad que sean Tazría y Metsorá las porciones de la Toráh que siempre nos toca leer, ya antes, ya inmediatamente después de la celebración. Pésaj conmemora la resolución del exilio en Mitsráim, y prefigura la resolución del exilio espiritual de cada quien.
En la primera ocasión en que aparece el vocablo Pésaj en la Toráh, explica Rashi a su respecto dos vertientes de sentido: "Pésaj", significa que el Creador "salteó" las casas de los hebreos al azotar a Mitsráim con la muerte de los primogénitos (ésto es: que evitó, de entre toda la población de Mitsráim, a los primogénitos hebreos). "Pésaj", tal como lo traduce Ónkelus al arameo, advierte también que el Creador "jamál": que tuvo piedad de los hebreos, de entre todos aquéllos respecto de quienes no actuó desde la piedad. Y agrega, acercándose a nuestro tema, Rav Tsádok HaCohén, que el término "Pésaj" refiere a "Péh Sáj", a "la boca que habla". En Mitsráim, el habla de los hebreos estaba en el exilio junto con ellos. En el momento de la redención, el habla es redimida de su condena. "No soy hombre de palabras", se excusó antes Moshéh. Tras la liberación, será capaz de pronunciar la Verdad al pueblo de Israel, y proferir verbos que modificarán la realidad para siempre. Lo hemos visto ya. Y ese Moshéh, está en cada uno de nosotros producirlo, si ya no con "ese" verbo -como leeremos a continuación-, indudablemente con la acción de cada día.
En el hebreo de la Toráh, el Faraón es llamado Par'óh, nombre compuesto de las mismas letras de "Péh Rá", que es la "boca del mal". El mal depositado en la boca es designio del sometido al poder de Mitsráim. Paralelamente, aprendemos en el Zohar que son dos los modos en que puede el alma, proyectada en la mente, comunicarse con el cuerpo: por delante, a través de la boca, verbalizará de modo correcto y dará al sistema nervioso, al aparato motriz, órdenes que éste comprenderá y acatará para conducirse en el camino sagrado. O por detrás, a través de la cerviz (el lado posterior del cuello), en cuyo caso la comunicación será muda y sorda, y el sistema nervioso obedecerá a sus instintos autónomos merced a estar desconectado de las verdades superiores del alma. "Par'óh" se compone, también (en hebreo), de las mismas letras que "ha'óref": la cerviz.
Y hablamos precisamente del habla, la facultad de expresión en lenguaje articulado que conecta la mente con el universo material, que es privativa de los hombres. De acuerdo a la Toráh, es el elemento distintivo del hombre respecto del resto de la Creación. Así, los reinos de la Creación se denominan, en la Toráh, del siguiente modo: Domém ("silente", es el mineral), Tsoméaj ("vegetativo", el vegetal), Jai ("vivo", el animal) y Medabér ("hablante", es el hombre).
Y si lo dicho es válido para los hombres en general, tanto más lo es para el hebreo. Al respecto, nos enseñan nuestros sabios que la lengua sagrada de la Toráh "dice la cosa misma", en tanto las otras lenguas, hablan "acerca de la cosa". ¡Feliz quien logre vivir en semejante lengua, inabordable en su magnitud infinita para todos! El poder de influencia del habla sobre la realidad se multiplica infinitamente cuando el hablante se expresa en el lenguaje de la Toráh. Y con su poder de influencia crece, proporcionalmente, su responsabilidad por lo que dice.
Leemos en nuestra parasháh que, en sus siete días de aislación, el Metsorá "iefashfésh bema'asáv": tanteará sus acciones, revisará uno por uno sus actos para descubrir qué está mal dentro de sí, y enmendarlo. Y que tal actividad será determinante de su suerte, transcurrida la semana. Así el pueblo de Israel en vísperas de su salida de Mitsráim; así, hoy, cada uno de nosotros. Es tiempo de ajuste íntimo de cuentas para todos quienes añoramos la redención. Tal, Pésaj de 5765, para quienes llevan su identidad hebrea en el alma.
Han pasado varios meses desde el último "Matók MiDvásh", y debo congratularnos por estar juntos de nuevo, estudiando Toráh. En el medio, tanto en lo personal como en cuanto hace a este proyecto colectivo, hemos visto pasar mucha agua bajo los puentes, y los ríos que enfrentamos ya no pueden ser los mismos ríos. Barúj Hashém, han seguido adelante y crecido en cantidad y calidad las clases que dicta Rav Guidon Muzykanski en nuestro Beit-Midrásh. En segundo término, el tiempo de casi silencio ha producido un avance tecnológico en nuestro Beit-Midrásh, que ya no tiene limitación para la cantidad de gente que ingresa en él (antes, el tope era 20 y luego 30 alumnos por clase), y cuenta ahora -además del chat en audio y texto, y la navegación web compartida- con video, pizarra compartida, y transferencia de archivos, y muchas otras herramientas que lo posicionan como vanguardia tecnológica, junto a universidades de primer nivel, mas dedicado al ejercicio de la Toráh.
Por otra parte, hemos inaugurado un nuevo sitio web: el nuevo http://www.ieshivah.net/ seguro les sorprenderá. Una estructura de software pensada para la educación a distancia, con cursos, foros, chats, diálogos privados, bibliotecas de archivos, transmisión de audio y video, calendarios programados,... en fin, todos los chiches que una verdadera institución educativa online debe poder ofreceros. Entre los elementos nuevos a destacar: un curso de gastronomía judía que incluye desde ya mucho material para Pésaj, la serie de clases "Torah para Vivir con Ella" , un manual de historia hebrea que va por ahora desde la Creación del mundo hasta la época de los Jueces, un archivo de traducciones útiles y textos de apoyo, una Biblioteca Judía en crecimiento que incluye hoy cursos de hebreo, diccionarios, una gramática del arameo, varios libros que gustaréis leer, y una nueva traducción de la Hagadáh de Pésaj que sin duda gozaréis; foros, chats, y hasta una antología reflexiva de humor judío.
Al ingresar, varias de las secciones del nuevo sitio os requerirán estar inscriptos como usuarios en él. La mayoría de vosotros disponéis ya de cuentas de usuario que hemos configurado para facilitaros el acceso. En tales casos, el usuario es el mismo que en vuesto e-mail (o sea: lo que va antes de la arroba en la dirección de e-mail a que os llega este mail), y la contraseña es exactamente igual al nombre de usuario (obviamente, la podéis cambiar a vuestro gusto desde dentro del sistema). Quienes no dispongan aún de usuario registrado en el sistema de Ieshivah.Net, pueden proceder a registrarse gratuitamente en un proceso que lleva no más de minuto y medio, y que les habilitará a inscribirse y disfrutar de los contenidos de los múltiples cursos que día a día, con gran esfuerzo, vamos produciendo e inaugurando en el sitio.
Obviamente, desde que Ieshivah.Net persiste en su calidad de organización sin fines de lucro y sin medios para obtenerlo, necesitamos de vuestro apoyo para seguir adelante. Somos un emprendimiento en el que la idea de "todos juntos" ocupa un espacio primordial. Son innumerables en este espacio los costos asociados a esta agenda que busca proveer contenido judío genuino, de producción propia, desnudo de todo prejuicio y disfraz, a toda la comunidad que disfruta con nosotros de la aproximación a la Verdad. Hemos dispuesto tres modos en que podéis cooperar económicamente con vosotros mismos y con nosotros, juntos en este emprendimiento que nos une: en "todosjuntos", podéis elegir entre tres opciones modestas de colaboración fija mensual (USD 18, 49 y 130). En http://ieshivah.net/mimunkodesh/, se ofrece una larga variedad de posibilidades para todo quien, más allá de la complacencia espiritual, desee comprometerse siquiera por única vez con el proyecto que, aún si disfrutando de sus resultas, integra. Huelga decir que las transacciones online son realizadas a través de un servidor seguro de acuerdo a los máximos standards de seguridad, con soporte de la empresa estadounidense Share-It.com; y para quien lícitamente exija mayor seguridad que la ofrecida por toda transacción online, resta aún en dichas páginas la oportunidad de realizar transferencias ya bancarias o vía Western Union.
Aprendemos de nuestra parasháh que la elevación espiritual tiene por precio que cuanto hacemos, cuanto pensamos, cuanto decimos, incide en la realidad cognoscible más y más, cuanto más avanzamos. Que es imposible crecer en herramientas espirituales "impunemente", ignorando el compromiso que generamos a cada paso que avanzamos hacia delante, hacia mejor, hacia más plenos y felices, hacia más conformes con quienes somos. Aprendemos en nuestra parasháh, y en el Pésaj que se acerca, que hay que aprender a no hacer mal, al tiempo que aprendemos a ser bien. Sea voluntad de Hashém que lo logremos.

terça-feira, abril 05, 2005

SEFARAires

Fonte:

Aires de SEFARAD desde BUENOS AIRES
REVISTA MENSUAL DIGITAL Nº 36 / ABRIL de 2005 Distribución exclusiva por e-mail - SIN CARGO


http://www.winnlederer.com/books/hagaddah/images/JudaicaPressHaggadah.jpg

Creación y Dirección:
Arq. Luis León

Asistente de dirección y corrección:
María Laura León

Coordinadora editorial
María Cherro de Azar

Declarado de “Interés Cultural” por el
Departamento de Cultura de AMIA y
CIDICSEF (Centro de Investigación y Difusión de la Cultura Sefaradí).

Los artículos publicados, son colaboraciones ad-honorem, donde los autores reflejan sus opiniones personales. SEFARaires, puede no coincidir con el contenido de alguno de ellos, siendo éste, responsabilidad del autor.
Se autoriza la reproducción total o parcial de los artículos, mencionando la fuente y el autor.




P 1
Editorial
P 2
De Refranes y Expresiones (2ª parte)
Luis León
P 3
La ruda en el romancero sefaradí (2ª parte)
Prof. María E.S. de Cywiner
P 5 –
Pésaj - Símbolos del Seder
Jacques Farji
P 6 -
Pésaj y el aficoman
María Ch. de Azar
P 7 –
Celebrando pésaj – Orden y limpieza
María Ch. de Azar
P 8 – Esmirna 1920
Alberto Benchouam
P 10 -
La historia de Yaquito Peres (capítulo 18)
José Mantel

Aires de SEFARAD desde BUENOS AIRES
REVISTA MENSUAL DIGITAL Nº 36 / ABRIL de 2005
Distribución exclusiva por e-mail - SIN CARGO
sefaraires@fibertel.com.ar (NUEVO MAIL)



Sefaraires cumple tres años y 36 números editados. Nuestro progreso podría medirse sólo por la cantidad de lectores que creció mes a mes, por el número de instituciones que lo reenvían a sus asociados, por los pedidos de suscripción para parientes o amigos, que llegan desde ciudades que no hablan castellano, Turquía, Israel, Francia, escribiendo en djudesmo, para hacerse entender; quizá lo más valioso es su comunicación espontánea, los saludos, sus buenos deseos acompañados a veces de información o material que nos permite escribir un artículo para publicar.
Nuestro pedido del año anterior comienza a dar frutos. En los últimos números han llegado hasta nosotros, artículos de investigadores y estudiosos, entregándonos trabajos para su publicación. Además de ellos, otros lectores envían sus valiosas e interesante experiencias como descendientes de familias sefaradíes.
Envío mi reconocimiento especial al aporte de María Ch. de Azar, José Mantel y Alberto Benchouam, por la entrega mensual de sus artículos que sostienen la regularidad de nuestra revista.
María Ch. de Azar ha ingresado además al staff como coordinadora editorial para dar mayor impulso y acción al trabajo. Y como siempre María Laura León, por ser la que soporta las duras tareas de suscripciones, compaginación y envío de cada número.
Además estamos en las vísperas de Pésaj, la fiesta tradicional hebrea, cuyo significado me impulsa a reiterarles el pedido de “liberar” la cultura sefaradí, dejar salir los testimonios y recuerdos guardados dentro de sí, para hacer públicas las fotografías y cartas de nuestros abuelos, para ayudar a formar definitivamente en cada comunidad, un sitio que atesore y muestre el aporte, los objetos cotidianos y la singularidad de la lengua judeo-española a nuestros hijos y dejarlos como mensaje al futuro.

Que tengan un feliz Pésaj
Pushados i no meguados, sin mankura de dinguno
Muncho i bueno ke vosh de el Dió

Hasta el próximo número
Luis León
Carta a los lectores
al cumplir 3 años ( 36 números)
Sumario


SEFARAires Nº36 / 2005 . El djudesmo . .


De refranes y expresiones (2º parte)

por Luis León

Sin intentar una enumeración ordenada o confeccionar un listado completo, este artículo (segunda parte), evoca expresiones cotidianas de los sefaradíes. A manera de procurar una organización, comienzo con las expresiones monosilábicas.

¡Aide! (equivalente a ¡vamos!) se podía emplear para apurar a alguien ¡Aide vate! (¡vamos andate de una vez!)
¡Adió!, expresión de sorpresa o estupor ante una situación que sorprende, quizá apócope de ¡Ay Dios!.
¡Zero! se decía, como paso previo a eliminar a alguien de la lista de amigos, o al decidirse a no volver a un sitio en que ha sido tratado mal. De hecho se hacía zero, que implicaba lo mismo que el número cero: anulación, exclusión para siempre.
Bre, podría asemejarse a la expresión argentina “Che”, empleada para dirigirse a alguien, comúnmente en situaciones en que se desea que nos presten atención.
¡Na!, empleado para llamar la atención de alguien, como por ejemplo ¡Na!, ¿kualo keres? (¡Eh! ¿qué quieres?)
¡Elaiá!, se dice cuando alguien está contrariado, quizá sea un apócope de Él allá, refiriéndose a Dios ante quien está expresando en soledad su queja.
Bula y Janum son dos términos empleados para llamar a una mujer, cuando se desea comunicarle algo.
Soilema, llama a callar a alguien. Término del griego que, como ejemplo más corriente, está la expresión soilema por modo de la bulema (silencio por causa de la empleada doméstica), una de las frases crípticas acuñadas para no hablar en presencia de ajenos, comúnmente agregando los sinónimos jazmichí, jazmekiar, chiraka o dula, para nombrar a la doméstica.
Ashkulsúm, término turco que significa “Qué maravilla”, que repetido dos veces seguidas: ¡ashkulsúm, ashkulsúm!, adquiría el sentido de: “Qué bonito”, en sentido irónico equivalente a “¡las cosas que hay que ver!
Pero lógicamente hay muchas más, que trasmiten con dos o tres palabras un mensaje, también empleadas cotidianamente:
Kaminando i hablando, expresa un estilo de vida, donde no se tiene prisa para encarar ciertos problemas. Cuando se presenta alguno, se lo intenta resolver a través de los días.
Dishos i pishos, refiere a cosas sin importancia.
¿Ke disho? Es un saludo, para quien se ve con otra persona habitualmente.
¿Kualo topates? Otro saludo frecuente, un poco más jocoso que el anterior.
¡Echa bueno! Expresión dirigida a quien dice cosas desagradables.
¡Etchos buenos! Para incitar a buscar lo agradable.
¡De ánde! Expresión que denota falta de credibilidad en las palabras de otro.
A rebutasís Significa hasta el hartazgo, empleada para decir que se comió “a rebutasís”
Vishita majpul Cuando los que pasaron por nuestra casa eran personas de categoría, solía referirse a ellos como “vishitas majpul”.

Beki Bardavit en Buenos Aires

Beki Bardavit, periodista y columnista, escribe en judeoespañol en el conocido semanario Salom de Turquía, editado en Estambul. Estuvo de visita en Argentina junto con su esposo Süleyman. En su breve paso por la ciudad de Buenos Aires, visitó Cidicsef y dialogó en djudesmo, intercambiando opiniones sobre las distintas comunidades, se interesaron por las de Argentina, tenían información y datos sobre nuestra ciudad, de donde dijeron, llevarse una excelente imagen.










SEFARAires Nº36 / 2005 . HISTORIA Y TRADICIONES SEFARADÍES . .

La ruda en el Romancero sefaradí (2ª parte)

por Prof. María Esther Silberman de Cywiner (*)


En “Por tu puerta yo pasí” se hace sentir la actitud censuradora de la sociedad hacia la mujer soltera, particularmente cuando aquella transgrede los férreos códigos de comportamiento impuestos por tradición y transmitidos consuetudinariamente y se prodiga con liberalidad en el trato con el sexo masculino alentada, en este caso, por la actitud permisiva de la madre:
“Ya mi madre me dexó
Que haga lo más negro”.
Para el caso, dos de las condiciones que pueden hacer que una joven soltera sea apetecible y codiciada por los varones solteros, ser bella y tener una buena dote, frente a su conducta liberal, no tienen relevancia.
“Hermosa sos en cantidad
Honestidad no tienes.
Millones si me vas a dar
Mi gente no te queren”.
La opinión familiar, que es el emergente del sentir de la comunidad, no admite réplicas. Y con simples argumentos el varón expresa la causa por la cual ella no es la elegida para la boda: “Honestidad no tienes”, razón por la cual “Mi gente no te queren”.
Si ponemos el oído atento no sólo a lo explícito del texto sino a lo que está silenciado, estos versos parecieran querer aleccionar a las jóvenes casaderas para que reflexionen y consideren que los hombres disfrutan del amor y se divierten con las muchachas alegres y hermosas; pero no se casan con ellas, sino con las jóvenes honestas.
En “Una matica de ruda” el diálogo que mantienen madre e hija es elocuente. Tanto, que evoca una larga tradición de mujeres mal “maridadas”, por lo cual se dejan vencer por la pasión y cometen adulterio, otro gran tema del Romancero español.
Ambas mujeres sostienen argumentos que son irreconciliables. La madre la apercibe sobre mantenerse honesta mientras la hija justifica su actitud liberal mencionando la maldición de la mujer de permanecer unida a un hombre sin amor. La madre habla de resignación, de seguridad, de futuros padecimientos y condena social, mientras la hija siente la poderosa atracción que ejerce la seducción del amor, que se insinúa dulce y saludable como la tentadora manzana que hizo pecar a Eva aunque agrio y doloroso como sugiere la idea del limón.
La mujer casada, sin amor, sobrelleva una existencia sintetizada en los versos que sentencian:
“Mal marido, la mi madre
el pillizco y la maldición”.
La presencia de la madre, sus dichos -contrariamente a la idea que se sugiere sobre la madre del romance anterior-, contienen el desborde que se insinúa en las palabras de la hija mientras resuena a través de ella la opinión que la sociedad contemporánea tiene de las relaciones adúlteras.
En el romance, el hecho del adulterio no es explícito, a menos que debamos entender que la ruda, en determinados contextos, podía significar algo más que un presente de enamorado. Y en ese caso la relación entre “el mancevico” y la esposa dejaría de ser un juego de seducción sin consecuencias, para pasar a la categoría de adulterio.
Los textos que tenemos presentes coinciden en este punto. Y esto nos lleva a pensar que la ruda, tal como otras plantas, raíces, flores y animales en la Antigüedad y en la Edad Media se asociaba a los amuletos de amor.
En tal sentido, en Alemania, las semillas de escarola, y en Italia, la albahaca, eran usadas (y no nos consta si en alguna región aún hoy se sigue esta tradición) por las muchachas como amuletos de amor, al punto que si se aceptaba una ramita de albahaca de su enamorado, por ejemplo, se decía que inmediatamente se enamoraba de él.
SEFARAires Nº36 / 2005 . historia y tradiciones SEFARADÍES .

¿Será una simple coincidencia la presencia profusa de la albahaca en los carnavales del Altiplano y del Norte Argentino, entre cantos, danzas y libaciones que llaman al amor de las jóvenes parejas?
Volviendo a la ruda, según Raymond Stark “históricamente, la planta es símbolo de pesar y arrepentimiento”; mientras que Magnus Brunos opina que “esta hierba libra a las doncellas de equivocarse en asuntos de amor...”.
Amuleto de amor, equívoco, pesar, arrepentimiento, tal vez aquí se oculta la clave que acompaña la presencia de la ruda en estas micro escenas lírico-dramáticas tan bellamente expresadas en versos del Romancero sefardí.

(*) Proyecto CIUNT(1998-2000) “El sefardismo. Raíces, tradición e identidad cultural” Fac. Filosofía y Letras. U.N.T.
(1)El presente trabajo forma parte del libro ¿Es tan conocida la ruda?, en la Colección Pliegos del ILE, dentro del Programa del CIUNT, “Las Raíces Hispánicas en la Cultura Tradicional de Tucumán. Identidad y Mundialización” (1998-2000) y enfoca el estudio de la planta desde diferentes ángulos disciplinares y como ejemplo de los procesos de sincretismo y contactos culturales entre diferentes etnias y culturas en Tucumán y en la región del Noroeste del país.

La profesora María Esther Silberman de Cywiner, tiene un interesante trabajo sobre la Ruda. El fenómeno de la aculturación en el NOA. “La Ruda, un ejemplo de simbiosis cultural” (*), del cual extrajimos algunos párrafos que complementan al artículo precedente ( N d R).
Esta es la parte que denomina “La ruda y los sefarditas”
...No es casual que siendo la comunidad sefardita descendiente por vía directa a través de varias generaciones de aquellos hispano-hebreos que salieron primero de España en 1492, con motivo del Edicto de Expulsión de los Reyes Católicos, y después de Portugal en 1498 por igual motivo, conserven entre sus costumbres el uso y la aplicación de la planta de ruda para diversas ocasiones. Es verosímil que aquellos hombres y mujeres llevaron al exilio juntamente con la lengua y sus costumbres, ésta de la ruda. Y a tal punto perdura esta tradición y uso, que es posible recoger actualmente testimonios de miembros de la colectividad judía sefardita, de primera, segunda y hasta de tercera generación de inmigrantes venidos al país, preferentemente de Turquía, que conocen acerca de la ruda.
La señora Matilde de Crudo, ama de casa, nacida en el seno de una familia de origen sefardita de La Rioja, pero residente en San Miguel de Tucumán desde hace muchos años, cuenta que “desde muy joven una empleada doméstica les había enseñado a tomar té de ruda macho en ayunas el 1º de agosto, para alejar la mala suerte y tener buena salud”. Recuerda que una vez casada, le nació su primer hijo un 1º de agosto; en esa situación su esposo fue al sanatorio a verlos a ella y al recién nacido. Y lo primero que recuerda que él le preguntó fue “si habían tomado té de ruda ella y el bebé”. Y ella le respondió que sí. Que al bebé le había hecho probar el té con la punta del dedo.
Nos interesa llamar la atención acerca de este testimonio porque pone de manifiesto lo que sucede diariamente cuando entran en contacto dos o más culturas en un espacio dado.
El esposo de la señora cuidaba con celo que su mujer no descuide la tradición de tomar té de ruda macho el 1º de agosto, siendo que esta costumbre no se observa entre los judíos sefarditas y es así porque se trata de un culto prehispánico ajeno a la religión hebrea, el culto a la Pachamama.
En el relato de la informante se dice que una empleada doméstica le había enseñado esta costumbre cuando ella era muy joven. Es decir, que ella había incorporado y asimilado a las propias prácticas de su tradición una práctica cultural ajena a la de su propio grupo comunitario. Y es casi seguro que nunca se preguntó ni ella ni su esposo en dónde tenía origen esta costumbre. Lo más probable es que, dados los conocimientos recibidos por vínculos familiares y por tradición oral de los usos y virtudes de la ruda, hayan adoptado esta costumbre sin considerarlo en ningún momento como un hecho de desviación de la religión de sus mayores.
Actualmente son numerosos los hombres y mujeres de la comunidad judía no sólo de Tucumán, sino de cualquier otro país que actúan exactamente en la forma que relató nuestra informante. En la convivencia diaria se produce permanentemente el intercambio y la asimilación de prácticas culturales ajenas al grupo étnico o religioso al que se debe las raíces. Podríamos dar muchos ejemplos para ilustrar esto. Pero basta recordar el acostumbramiento y la adaptación rápida al consumo de la yerba mate o del asado criollo por los inmigrantes judíos y no judíos.
(*) El hombre, sus mitos y su cultura, Curso de postgrado. Año 2002, 3 de Junio al 1º de Julio



SEFARAires Nº36 / 2005 . HISTORIA Y TRADICIONES SEFARADÍES .

PESAJ
Símbolos del Seder

Por Jacques Farji

En cada generación, cada judío, debe verse a sí mismo, como si él, personalmente, hubiera sido liberado de Egipto.

01-KADESH: APARTADO: Exclamación de Pesaj para proceder al Kidush, que significa que “esta es la época de nuestra libertad”.
02- URJATZ: LAVADO: Previo a Karpas en el Seder de Pesaj, según la Kabbalah, nuestras manos son las expresiones
más los atributos y entretanto, el agua refleja intelecto y pureza.
03- KARPAS: VEGETAL: Bore peri Haadama. Karpas leída inversamente “Perej” trabajo opresor y el agua salada son las
lágrimas vertidas por nuestros antepasados sometidos a faenas interminables.
04- YAJATZ :PARTIR: tres matzot, la del medio es Aficoman, guardada para incentivo de los más pequeños. Las otras dos simbolizan el pan de la pobreza por la privación material y espiritual, en Egipto, donde, nuestro pueblo perdió la libertad. Y el Aficoman simboliza la parte del alma que quedo indemne de la esclavitud..
5 MAGUID : RELATAR: Con la matza del medio se narra el éxodo con el pan de la pobreza (Ha Lajma Ania) luego formulación de las Cuatro preguntas (El manishtana), vamos a la mitzva del relato: La Hagada. Narración histórica. Las 10 plagas como milagro y redención. Las 4 preguntas pertenecen a la inocencia de los niños, mientras sigue el proceso de la “salidura a la liberación”.
6 RAJTZA : LAVADO: Se lavan las manos: “Al Netilath Yadaim”.Preparados para asimilar la naturaleza endeble de la matza. Netila, es llevar una cosa de un lugar a otro, es una elevación hacia el paso siguiente.
7 MOTZI BENDICION DEL PAN: “Hamotzi lejem min aaretz”, Lejem (pan) contiene las mismas letras que Lojen (guerrero). Si recibimos el pan sólo para fuerza física , el mal prevalece, pero si lo hacemos para obtener energías para servir a Di-s, el bien se impone. Esto lo dice también la Kabbalah, recibir para si (es egoísmo), en tanto que para distribuir es LUZ
8 MATZA BENDICION DEL PAN HAZIMO: “Al ajilath matza” por evocación al primer pan en libertad. Como nuestros
padres salieron con mucha prisa, el primer pan, fue MATZA cuando ellos estaban con su ego dolorido, caída su
autoestima, todo muy humilde, pero no obstante con arrogancia salieron a afrontar la libertad.
9 MAROR HIERBAS AMARGAS: “Al ajilath maror” tras meditar en Maguid sobre la amargura del exilio (Galut), antes de
salir a la verdadera libertad, cavilamos en el poder de tomar valederas decisiones, las correctas, las que hacen a los
obstáculos fortalecernos.
10 COREJ SANDWICH (Jaluios): incluyen: matza 28 grs, lechuga 17 gsr. Y (barro) Jaroset 19 grs totalizando 64 grs., y se
recita; “Ken Asa Hilel”. Maror representa al malvado, la Matza en tanto encarna al bondadoso. El Sabio Hilel no enseñó a
valorar la libertad y compartir dicha experiencia con otros, para que no sufran lo que nosotros.
11 SHULJAN OREJ BANQUETE: Se sirve la cena pascual y esa noche se sientan diferente de todas las noches. Siempre
recostados o reclinados. Esta noche reclinados.(rescoldados-cómodos).
12 TZAFUN ESCONDIDO: Es menester comer el Aficoman, como postre, a la media noche. Luego no se bebe ni se come
hasta la mañana para que quede, en la boca, como un néctar, este símbolo de nuestra libertad que nos dio El Creador,
para Él no hay atajos y buscaremos los elementos que revelan su presencia.
13 BERAJ BENDICIÓN DE GRACIAS DESPUES DE COMER: Recitamos el Birkat Amazon, imaginando un mundo lleno
de libertad espiritual y material en un OLAM (mundo) libre de dolor y sufrimiento para todos, donde se entronice la
redención iluminando el Cosmos totalmente.-
14 HALEL CANCION DE ALABANZA: Es con la copa reservada al Profeta Heliau. Con la puerta abierta se recita Shefoj
Jamatja (vuelca tu furia), se dice la bendición Al Haguefen. Según la Kabbalah cuando alabamos a Di-s, exaltamos su
bondad, cuando pedimos por nuestras necesidades evocamos su deseo de DAR.
15 NIRTZA ACEPTADO: Concluido el Seder correctamente, estamos seguros que fue aceptado, proclamamos: “Este año
aquí esclavos, al año siguiente, en Jerusalén, hijos libres.” Omitimos “el orden de Pascua ha concluido”. Preferimos salir
cada día a la libertad y al libre albedrío para trascender y alcanzar niveles superiores y que El Creador tome como Mitzvot
nuestros esfuerzos reiterados una y otra vez, allí está nuestra verdadera salvación alejando “el pan de la vergüenza” y
haciendo por nosotros. Si no lo hacemos por nosotros ahora,¿Cuándo?

1 KADESH: apartado, seleccionado por encima de todo. Libertad. 1° copa de vino. 2 URJATZ: lavado de manos con agua. Purificación. 3 KARPAS: Hierbas vegetales. Bendición a Di-s por el fruto de la tierra. 4 YAJATZ: Partir las matzot del Seder. Y el Aficoman escondido luego=n/alma indemne. Es el postre. 5 MAGUID: Relato del éxodo. Nadie sale de “jova” (del infortunio a la
SEFARAires Nº36 / 2005 . HISTORIA Y TRADICIONES SEFARADÍES .

libertad) sin decir Pesaj (pasoaj saltear) Matza (pan Ázimo) 2° copa de vino. Sacrificio de la salida. Y Maror, hierbas amargas= amargura de n/padres. Es la mitzva (mérito que nos será acreditado). Y las 4 preguntas: Si el niño es sabio, encontrará el camino por si solo. Si es malvado no habrá educación que lo ayude. Si es indolente o simple hay que darle bases. Si no sabe preguntar, hay que inducirlo a la bondad de la Torah en su formación.. Y “narraras a tu hijo”….. Todos son niños de Di-s y velaremos para que vivan de acuerdo a ese titulo.¿Ma Nishtana?.¿ Porque es diferente la noche la esta? Es el milagro de la oscuridad a la LUZ. 6 RAJTZA: Lavado de manos c/oración. Recitado Ha Lajma Ania (este es el pan de la pobreza). Avadim Hainu (esclavos fuimos) hasta que Asher Guealano (nos redimio). 7 MOTZI: Bendición del Pan “Hamotzi Lejem(pan) min aaretz” fruto de la tierra (trigo). Lejem equivale en letras a Lojen (Guerrero). 8 MATZA: Bendición del pan Azimo: “Al Ajilath Matza” que nos santifico para comer matza”. 9 MAROR: “Al Ajilath Maror”. Nos santifico y ordeno comer Lechuga. 10 COREJ: Jaluios=Sándwich-Ken Asa Hilel- como dijo el sabio Hilel. 11: SHULJAN OREJ Banquete o cena pascual..Todas las noches recostados o reclinados esta noche reclinados a la izquierda, como lo hacen los hombres libres. 12 TZAFUN: Es = Escondido –Aficoman- Como un néctar. Hoy es sinónimo metafórico de Alma Indemne en Libertad. 13 BAREJ: c/la oración de Birkat Amazon agradeciendo los alimentos. 3° copa de vino. 14 HALEL: Canción de alabanza con la copa del profeta Elías. Se recita Shefoj Jamatja (vuelca tu furia) con el Al Aguefen ( 4° copa de vino) 15 NIRTZA: Se hizo correctamente el Seder se considera (recibido) aceptado. El año venidero en Jerusalem. EMET. (JFA)

Noticias de CIDICSEF
Presentación en la XXXI Feria del Libro de Buenos Aires la revista anual de Cidicsef: Sefárdica 15, dedicada al Judeoespañol y el libro de Luis León Refranes y expresiones Sefaradíes /2 , el domingo 8 de mayo, de 16:30 a 18 hs. en la Sala José Hernández., con el auspicio de la Embajada de Israel, con entrada libre y gratuita presentando tarjeta. Se ruega llegar unos minutos antes del horario marcado.
Actividad con la Embajada de Francia: El Miércoles 20 de abril, de 19 a 21 hs. (en las sede CIDICSEF en coincidencia con el comienzo del Seminario Permanente, o bien en un sitio a definir en breve), hablará el Embajador de Francia Francis Lott, con motivo de la presentación del libro "Les Judéo-Espagnols. Les Chemins d´une communauté". Se trata de una obra producida por el proyecto JEAA (judéo-espagnol à Auschwitz) del Dr Haïm Vidal Sephiha.
Talleres de lengua y cultura judeoespañola en la sede de Cidicsef, comienzan el lunes 4 de abril, los, lunes de 18 a 20 hs., abarcando áreas de música, teatro, poesía, etc.

Pesaj y el aficoman Por María Ch. de Azar

En el orden del seder tal como aparece en la Hagadá, se hace referencia al aficoman empleando la palabra tzafun, escondido, pues esta matzá ha permanecido oculta desde el principio de la cena hasta el momento de comerla.
También se afirma que Aficoman deriva de la palabra griega EPICOMOI con adaptación hebrea y es muy probable que el término fuera asimilado en la era helenista, en la época de los Macabeos. En ese entonces fue costumbre también dar punto final al asado del cordero con un pedazo de matzá. Sin embargo el aficoman que se reparte siempre en pedazos entre los participantes del seder para con ello indicar la terminación de la cena, no adquirió su significación sino en los primeros siglos de la era común. Las autoridades rabínicas antiguas recomendaron que los chicos pueden arrebatar la Matzá de la mesa, como una forma de mantenerlos despiertos. Más tarde se insinuó que los chicos saquen la matzá de su escondrijo, exigiendo un rescate con su devolución. De ahí que el Aficoman empezó a desempeñar un papel en el folklore judío. Un pedazo de la Matzá se reservó para agregarlo al año siguiente; el mismo pedazo que otorga buena suerte en la casa. También en algunas familias tienen la costumbre de entregarlo a una persona que realizará un viaje, algunas mujeres lo mantienen en su cartera y muchos hombres en el bolsillo de un saco. Como sólo le corresponde a cada participante una pequeña porción, surgió la expresión popular “fulano comió mucho Aficoman”, refiriéndose a una persona que murió a una edad muy avanzada.
A menudo se lo conservaba en una de las Hagadot, no es raro encontrar entonces en algunos ejemplares tales pedazos de Aficoman, cuyo depositario hace tiempo que desapareció.
En algunas comunidades Sefaradíes acostumbran al llegar al paso de iajatz, en el seder, (momento en que se parte la matzá), en lugar de esconder el aficoman, a envolver en una servilleta que amarran al hombro de los participantes del seder, priorizando la presencia de los niños. Le preguntan
- ¿Quién eres?, - Israel / - ¿De dónde vienes?, - de Egipto / - ¿Hacia dónde vas?, - a Jerusalén / - ¿Qué llevas?, - MATZA. Así también los menores participan de la mesa festiva y comienzan con las cuatro preguntas para dar inicio al relato de la Hagadá.
(1) Seder: orden de la celebración de la pascua judía / (2) hagadá: relato de la salida de Egipto de los judíos / (3) tzafun: escondido / (4) matzá: pan ácimo ritual / (5) hagadot (plural de hagadá) / (7) iajatz: corte de la matzá.

SEFARAires Nº36 / 2005 . TESTIMONIO SEFARADÍ .

CELEBRANDO PÉSAJ
Orden y limpieza

Por María Ch. de Azar

Comenzar un relato sobre Pesaj tiene para mí la evocación de interminables y cálidas escenas con la familia grande, plena de afectos, de música, colores y sabores celebrando esta fiesta. Las dos noches de seder pasábamos en la casa del abuelo. Allí, en la gran mesa del vestíbulo donde el enorme espejo de pesado marco dorado duplicaba la multitudinaria cena. Ese espejo que la abuela Frida había elegido para inaugurar su casa y el abuelo Saúl conservó muchos años. Lo reflejaba orgulloso y sonriente, junto a la familia, sentado en la cabecera con hijos y nietos, yernos y nueras, en esa mesa colmada de jarras de vino, vasos y copas de todo tamaño y color, en el centro, elevada sobre el mortero de bronce, la bandeja del ceder con los alimentos que simbolizan nuestro amargo tiempo de esclavitud en Egipto y el largo viaje por el desierto. Multiplicando en el recuerdo los ecos de aquellas preguntas y las típicas canciones de la esperada cena.
Aunque celebrábamos allí, en cada casa cumplíamos con los rituales de orden y limpieza que esta festividad exige, evitando que cualquier alimento jametz permanezca en un olvidado rincón… ninguna miga de pan, ningún resto de harina. Para realzar esa pureza era costumbre en las familias sefaradíes encalar la cocina, tal vez el patio y organizar la vajilla especial de Pésaj que teníamos reservada. Algunas veces se compraban vasos nuevos, otras se agregaba alguna fuente o sartén.
Días enteros se dedicaban a cortinas y tapetes que lavaban y planchaban, almidonados y brillantes con los efectos de las cristalinas y frágiles láminas de cola de pescado que a mí me tocaba comprar en la farmacia de la esquina. Dejábamos las persianas limpias, los vidrios relucientes, los cubiertos pulidos a nuevo y las copas del juego que celosamente guardaban en la vitrina las repasábamos una a una con un paño embebido en alcohol.
El ritual más esperado, que tenía para mí un color especial, un misterio de alquimia con destello propio, era el dedicado a la vajilla que no era exclusiva de Pesaj. Yo buscaba lo imprescindible para esa ceremonia: unas piedritas de canto rodado. Deambulaba por el barrio hasta encontrar una de esas veredas en la que tropezaba con una montaña de esas piedras y allí, entretenida con la variedad, las elegía en distintas formas y colores. Cuando llegaba a casa mi mamá las echaba sobre el brasero encendido y cuando ya estaban enrojecidas, recogiendo con el mel-at una a una las sumergía en la olla de agua hirviendo en cuyo fondo esperaban los enseres cotidianos, de esa forma los convertía en aptos. ¡Cómo me gustaba ver el humo y el ruidito que estas producían al echarlas en el agua! Con la espumadera las sacaba lentamente y …casher le Pesaj… Las servilletas y manteles estaban listos, limpios y duritos de la última fiesta.
Todavía faltaba una supervisión. La noche anterior a la cena en que celebrábamos el legendario camino a la libertad, mi padre dirigía con entusiasmo un juego con nosotros, la búsqueda de un trozo de pan que previamente escondíamos debajo de algún mueble. Entonces el se cubría la cabeza con su kippá, tomaba una vela encendida en una mano y en la otra su libro de rezos. Detrás íbamos los más pequeños, mientras mamá levantaba alfombras, corría sillas, abría puertas, recorriendo cada espacio revisando que la casa estuviera libre de jametz, así investigaba el modo de limpieza, hasta encontrar ese platito con el trozo de pan que habíamos escondido. Entonces su aprobación nos esperaba reunidos en el patio, atentos a su sonrisa que esbozaba para decir: muy bien, todo está libre de jametz, la fiesta ya está en casa.
Seder: orden, cena ritual de Pesaj / Jametz: alimentos con harina o fermentos / Mel-at pinza metálica para las brasas / Kippá:
pequeña gorra para cubrirse la cabeza al rezar o ingresar a una sinagoga.
Encuentro en Bejar, España

Ruth Behar, conocida antropóloga cubana, realizadora del documental Addio Kerida, estuvo en Buenos Aires dictando conferencias de su especialidad. Durante su visita al CIDICSEF, contó sobre su participación en el encuentro internacional que tuvo lugar en setiembre de 2004, en Bejar, región montañosa cerca de Salamanca, donde participaron de la inauguración de un Museo Judío unos setenta sefaradies de distintos países cuyo apellido era Bejar, Behar, Bejarano. De dicho encuentro, Ruth Behar preparó un documental que espera estrenar próximamente.

SEFARAires Nº36 / 2005 . LITERATURA Y ARTE .

Esmirna 1920 (CUENTO)

Por Alberto Benchouam

Fue Oro la que descubrió al hombre, que iba y venía como si estuviera perdido. Su figura se recortaba en la oscuridad creciente. La muchacha descorrió varias veces la cortina de la ventana enrejada, hasta que lo vio apoyado contra la pared, temeroso, apretando un bastón con las dos manos.
- Debe ser inglés, dijo. Es muy alto y parece tener los ojos mavis (1)
Su suegra dejó la aguja y subió la luz de la lámpara a kerosene.
- Ven, dijo. Siéntate, no te canses que estás en el mes de parida, ayúdame a caplear (2) la colcha, que ya empiezan los fríos fuertes.
Los ruidos que llegaban desde el patio, disminuían, un llanto de bebé precedió a una lenta canción de cuna:
- Durmete mi alma, durmete mi vista. Que tu padre llega, dande mueva amiga.
- El hijo de Baena sigue mal, dijo Oro. Hace tres días que está en un lloro.
El diálogo fue interrumpido por la llegada de Nissim. En su último día en Esmirna se había despedido de familiares y amigos. Dejó su abrigo en el perchero y besó a las mujeres, quienes se apresuraron a referirle lo del hombre:
- Lleva una ropa muy liviana, se va entesar (3), debe estar buscando a alguien, es viejo y puede necesitar ayuda, dijo Reina.
Nissim salió de la casa e intercambió algunas palabras con el anciano. Después lo condujo del brazo hacia su vivienda, invitándolo a entrar. Lo sentaron en el minder (4). Oro se paró y su suegra lo saludó con un movimiento de cabeza.
- Baruj abá (5), dijo. Y sin esperar respuesta, echó más carbón al tandur (6), un resplandor iluminó la piel pálida del extranjero.
Las mujeres prepararon en un rincón de la habitación, platos con aceitunas, queso y pan, que se apresuraron a ofrecerle; pero el hombre los rechazó con un gesto de su mano:
- Creo que no puedo comer, aclaró. No se dónde estoy ni qué hago aquí, es extraño que pueda hablar y entender este lenguaje.
- Estás en Izmir, contestó Nissim, en la calle de los confiteros; somos djidiós o sefarditas, como nos llaman los europeos. Hoy es un día especial, continuó, mañana temprano parto para la América.
Reina exhaló un suspiro y bajó los ojos, iniciando un lento balanceo. Su hijo la miró y siguió hablando.
- Mi madre y mi mujer no quedarán solas, las cuidarán y apenas pueda, les mandaré pasajes para que estemos juntos. Aquí cuesta mucho ganar el pan y el año entrante me tocará ser soldado, hay guerras, además mi primo Yaco nos manda letras (7) desde Buenos Aires, pero...
- ¿Puedo demandarte de dónde vienes, forastero?
- De allí precisamente, creo. Soy escritor y quizás todo esto sea parte de un sueño, es un milagro que pueda hablar, entenderlos, tocar las cosas. Ayer tardé en dormirme y después este suburbio de casas bajas, frente a un mar que ha ido perdiendo color.
- Come y bebe, nada más se te demandará (8), dijo Reina.
Nissim reavivó el fuego, removió las cenizas y sacó una castañaza que dejó a un costado para que se enfríe.
- Quizás me sea dado decir, tal vez profetizar sea el sentido de este viaje, aunque es posible que en vez de un oráculo sólo sean un delirio senil.
Las miradas se cruzaron, debían esforzarse para entender la lengua del extranjero. Pero este parecía hablarle sólo al dueño de casa:
- Mañana comenzarás a transitar un largo camino y llegarás a una tierra en donde para aceptarte no se te preguntará de dónde vienes, tendrás plenos derechos y con el tiempo la considerarás tuya.
- En esa tierra generosa podrás comprar campos que se llenarán, gracias a tu trabajo, de todo tipo de cereales verduras y frutas, no faltará agua para el riego, ni pastos para el ganado. Podrás vender libremente tus productos y comerciar con toda clase de mercaderías, abrir almacenes, negociar, hacer manufacturas y artesanía, tu iniciativa tendrá valor y te irás enriqueciendo con la compra y la venta.
- En esa tierra maravillosa podrás morar donde gustes junto al cristiano y al musulmán, al griego y al italiano. Nadie te impondrá por la fuerza religiones ni ideas, podrás erigir templos a tu dios, festejar tus fiestas y cumplir con tus ritos y deberes espirituales.
En ese país donde llegarás, mezcla de distancia y futuro, podrás enterarte al instante de la suerte de tus hermanos, diseminados por el mundo. Gracias a los progresos médicos, se alargará tu vida y más aún la de tus hijos, pues habrá mil remedios para las enfermedades del cuerpo y disfrutarás de la vejez, al disminuir el dolor y la miseria. Podrás elegir
SEFARAires Nº36 / 2005 . LITERATURA Y ARTE .

libremente tu profesión, dedicarte al arte o a la ciencia, investigar los misterios de la naturaleza, inventar y descubrir, aprender lenguas y técnicas, ninguna rama del saber te estará vedada y podrás desarrollar tus posibilidades, con el único límite de tu capacidad y tu deseo. Sólo algunos grupos tratarán de impedirlo, pero se irán disolviendo poco a poco, empujados por gente de otras naciones, que también llegarán a ese país, donde te será dada parte de la felicidad que te fuera prometida desde hace miles de años. Y en ese lugar, donde crecerán tus descendientes, el bienestar será moneda corriente.
El hombre calló, sólo el viento se escuchaba, se acomodó en el minder, aclaró primero su voz y prosiguió, ahora lentamente, como si otro hablara por su boca.
- En ese país, donde llegarás después de atravesar un mar de muchos días y noches, también el olvido será moneda corriente.
Poco a poco se irá desdibujando el lugar del cual procedes, sólo quedará el nombre de esta ciudad, pero los objetos que te rodean se irán rodeando de bruma, también el barrio, los paseos, la gente que te vio nacer y crecer, gozar y sufrir. Todo lo mezclarás con la ciudad donde llegarás y contarás poco a tus hijos y lo que referirás estará desfigurado por tus errores y fantasías y no hablarás de lo que creerás superfluo y esa será también tu trampa. Sucumbirás a las monedas y al progreso, te avergonzarás de tus refranes, tus dichos, tus costumbres.
Primero se irá modificando tu lengua, la mezclarás con palabras de ese país, donde se habla un castellano moderno. Reemplazarás tu sh por la j, tu f por una letra que no se pronuncia. Y mudarás tus palabras, llamarás tomate al tomat, albhaca a la aljabaza, calle a las calleyas, patio al cortijo. No dirás enguayar sino llorar, en vez de trocar dirás cambiar y de mazal, suerte.
Nadie te pedirá explicaciones, pero nadie te las dará. Cambiarás tu actual cortesía por la educación fría del ciudadano, tu preocupación por el vecino, por la indiferencia, tu cálida hospitalidad por el cálculo en las relaciones humanas. Junto a tus refranes irán desapareciendo tus supersticiones, acorraladas por la información y la lógica.
Dejarás de hacer tú mismo el vino, de ahumar el pescado, cambiarás el anís por el cognac y la ginebra. Suplantarás tu cordero guisado por el asado de vaca, tus habas y chauchas por el maíz y las papas, tus bizcochos y almendras por tortas y dulces extraños y sentirás nostalgia de los sabores que conociste en tu niñez.
También tu música, de triste y alegre, pasará a ser melancólica y en vez de pandero o laúd, optarás por el piano y la guitarra. Tus tertulias de table y pastra, serán sustituidos por loterías y entretenimientos solitarios. Perderás de a poco tus cuentos e historias que refieres ahora junto al fuego y tu romancero. Hasta llegará un momento en que en las fiestas no se oirán tus cantos, ni se bailarán tus danzas y con todo eso no sólo se irá modificando tu identidad, sino también el sentido que das ahora a tu vida.
Cuando el viejo terminó de hablar no hubo preguntas. Se escuchó una sirena corta y metálica.
- Es el último vapurico (9) para Karshiacá, dijo Reina, antes que unos sollozos llegaran de la habitación vecina.
- Nochada buena que tengamos, agregó y ofreció un vaso de te al extranjero.
- Hace mucho frío, puede dormir aquí.
- Si no me acompaña, tendré que irme solo.
El dueño de casa guió al hombre en silencio, vil que gruesas nubes se desplazaban hacia el oeste. Al regresar enfrentó la mirada interrogativa de Reina, pero nadie comentó lo sucedido, pensaban en la inminente partida de Nissim.
Esa noche casi no durmió, recordaba las sentencias del extranjero: en esa tierra el bienestar y el olvido serán moneda corriente, todo se disolverá como una pizca de sal en el agua. Al amanecer, cuando llegó desde la mezquita el llamado a la oración, soltó la crecida cintura de su mujer.
Su angustia se fue aliviando, le llegaba el aroma del café, del otro lado del mar aumentaba la excitación y la esperanza.
Al volver al templo guardó los elementos de culto en su valija de mano. Sabía que mientras no dudara, Dios lo llevaría de la mano.
(1) azules / (2) forrar la cobija con la sábana, cosiéndolas entre sí / (3) morirse de frío / (4) sillón (del turco) / (5) saludo (del hebreo) / (6) brasero / (7) cartas / (8) preguntará / (9) barquito de vapor.

Sefaraires, felicita a ACILBA, Asociación Comunidad Israelita Latina de Buenos Aires al cumplirse las 100 ediciones de su periódico digital KOL ACILBA, que llega puntualmente a los suscriptores con cultura y noticias.
Seminario : “Los aportes asquenazí y sefaradí en el judaísmo actual", a cargo de la Prof. Alicia Benmergui; se dictará en 2 clases: martes 5 y martes 19 de abril, a las 20.00 hs., inscripción libre y gratuita en la sede de ACILBA
Jorge Luis Borges 1932, Ciudad de Buenos Aires.

SEFARAires Nº36 / 2005 . LITERATURA Y ARTE .



La historia de Yaquito Peres (Nº18)
Un baile de Purim

por José Mantel

Por una vez, aunque parezca mentira, varias comunidades ashkenazíes y sefaradíes, se pusieron de acuerdo para realizar un gran baile de Purim. Para tal evento, alquilaron el salón más grande de uno de los hoteles más lujosos de Buenos aires.
Uno de los grandes atractivos, era la tradicional elección de la Reina Esther, para la que ofrecían interesantes premios. La magnitud de la empresa requería de patrocinadores y Yaquito consiguió una suma importante de la fábrica de cierres de la que era distribuidor exclusivo. Por esta gestión fue incluido entre los jurados que iban a elegir a la más bella de las concursantes.
En cada institución, se hizo una preselección, con el objeto que las finalistas fueran dignas representantes.
Yaquito le pidió a su hijo Mushico, ya un fotógrafo avezado, que se encargara de retratar las instancias de la semifinal en nuestra Comunidad y por supuesto también, las de la gran final. Cuando se enteró que Sol, la más hermosa finalista de “las muestras” era hija de Shelomo, un viejo amigo de Izmir que hacía mucho que no veía, Yaquito se puso muy contento. Era conspícua turquita, de cutis muy blanco y cabello oscuro, de grandes ojos pardo verdosos y una boca de forma de corazón que al sonreir shasheaba (1) a todo el que la miraba.
Los preparativos del gran baile no impidieron que Yaquito cumpliera con los mandatos de Purim. Envió a sus amigos finos manjares, entregó a familiares pobres donativos y les dio a sus hijos el purimlik (2).
En la gran noche se instaló junto a su esposa Symbul y la infaltable Bula, su hermana junto a su marido Iusef en una de las mesas destinadas a los organizadores.
La fiesta era un verdadero éxito. Cantantes de moda se alternaban en la animación con una orquesta tropical: la Varela- Varelita. La juventud asistió con sus mejores galas, bailaba muy divertida. Tampoco faltaba algún disfrazado.
Por fin llegó el momento culminate, la elección de la Reina Esther. El jurado estaba compuesto por cinco ashkenazíes, tres sefardíes orientales y dos de Turquía.
Todas las muchachas eran hermosas, pero la “muestra” sobresalía. La intensidad de su mirada y su esbelto cuerpo, su andar y simpatía no dejaban dudas a la hora de elegir.
Cuando los ashkenazíes en forma unánime se inclinaron por una rubia de ojos claros, muy bella hay que decirlo, pero sin gracia, Yaquito se levantó con gritos. Él que siempre hacía gala de mesura y buen juicio, estaba totalmente descontrolado. El público miraba anonadado el espectáculo que daban los jueces. Por fin, los sefardíes orientales lo convencieron de discutir el tema en un privado. Allí, estos se pusieron de su lado, con lo que la votación quedó cinco a cinco.
Mientras, en el escenario, a las concursantes se las devoraban los nervios, las deliberaciones no iban ni para atrás ni para adelante. Yaquito, que cuando se ponía nervioso aumentaba su acento sefaradí, argumentó:
- Esta muchachica iena de huesos y con un vistido del tiempo de Adám a Rishón (3) le va a ganar a la muestra ke de verla te ensharopa (4) la´alma.
Y fueron nuevamente los orientales los que solucionaron la controversia salomónicamente: saldrían dos reinas.
No muy convencido, tuvo que aceptar que la fiesta debía seguir. Solamente al final, cuando vio a su hijo Mushico hablar con sol y la forma en que se miraban, Yaquito se calmó.
Está bien, lo que termina bien.

(1) extasiaba, volvía loco / (2) obsequio en dinero que se entrega a los hijos en Purim / (3) expresión que significa pasado de moda (del hebreo) / (4) endulza (de sharope: dulce típico).

 
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